Shigeru Miyamoto

Shigeru Miyamoto tem um recado para a indústria dos games

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Antes de qualquer coisa, você precisa saber quem é Shigeru Miyamoto e por que a opinião dele é importante. Miyamoto é o pai do Mario, da Zelda e do Donkey Kong entre outros. Não literalmente (espero), mas criativamente. Ele também é um dos funcionários mais antigos da Nintendo, e um dos designers de jogos mais respeitados e bem sucedidos da indústria. É uma lenda viva aos 65 anos de idade.

No último dia 22 de agosto o site bloomberg, publicou trechos de uma entrevista que Miyamoto deu na última Computer Entertainment Developers Conference (CEDEC) no japão, e ele disse muitas coisas interessantes que a indústria precisa ouvir urgentemente.


Traduzindo…”Nós temos sorte de ter um mercado gigante, então se entregarmos jogos com preços razoáveis ao maior número de pessoas possível, teremos lucros grandes também.”

Que homão da po@#$ esse Miyamoto!! O recado dele não podia ser mais claro: a indústria tem que parar de querer tirar cada centavo do bolso dos consumidores como modelo de negócio.

A despeito do lucro exorbitante de mais de 140 bilhões de dólares que os modelos free-to-play, pay-to-win, microtransactions e loot boxes geraram no último ano, Miyamoto acredita que o modelo de preços fixos é mais sustentável no longo prazo.

Muito dessa cultura caça centavos veio diretamente do universo dos jogos para dispositivos móveis, e a Nintendo não é completamente inocente nessa história, vocês se lembram de Super Mario Run? Esse tinha preço fixo, mas e o Fire Emblem Heroes, Animal Crossing: Pocket Camp e vários outros free-to-play caça níqueis que ela lançou? E o Pokémon Go? Até onde sei, foram bem lucrativos o que deixa a opinião atual do Miyamoto ainda incisiva.

Shigeru ainda disse que a indústria dos videogames deve aprender com a indústria da música, que quase foi ao colapso quando os consumidores descobriram o formato MP3 para download. Para ele uma alternativa válida é o modelo de assinaturas.


Traduzindo…”É importante que os desenvolvedores se acostume com o modelo por assinaturas e que encontrem os parceiros corretos para fazer isso. Uma vez que o consumidor entenda o valor desses aplicativos nesse modelo vai se habituar a pagar por eles.”

Confesso que tenho sentimentos divididos quanto a isso. Em aplicativos acredito que funcione bem, eu por exemplo assino o serviço da Adobe que inclui o photoshop, premiere e etc No modelo de preço fixo eu dificilmente teria condições de ter todos eles pelos preços exorbitantes, mas na assinatura é perfeitamente viável para mim. Como eu faria memes incríveis sem eles? Material de pesadelo. Já nos jogos eu tenho minhas dúvidas da viabilidade disso. Em jogos online e competitivos acho que daria certo, mas e nos jogos single player? Jogos de narrativa? Você consegue se imaginar ficar pagando assinatura para jogar God of War? Eu pagaria talvez um ou dois meses até cansar do jogo, depois não mais. Não me parece sustentavel. Mas me conta aí nos comentários o que é que você pensa sobre tudo isso.

Esse foi o post do dia 25 de agosto de 2018. Aqui no Aperte Start tem post todo dia. Não se esqueça de seguir o Aperte no insta @apertestartoficial e de se inscrever nosso canal no Youtube para não perder nada.

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