OST

O trabalho de Mick Gordon

1200 803 Ricardo Syozi

As trilhas sonoras dentro dos games são tão importantes quanto uma salsicha dentro de um pão para hot-dog. Músicas não apenas dão o tom para a aventura ou falta dela, mas também intensificam sentimentos para que o dono do controle possa vivenciar cada momento da jogatina.

Mick Gordon é um daqueles compositores que curte mostrar seu gosto pessoal em seus trabalhos, garantindo que jogadores se apaixonem não apenas por suas músicas, mas por todo um gênero. O cara não apenas oferece a salsicha para o lanche, mas dá um jeito de jogar uma pimenta para salientar o sabor de cada uma de suas faixas, fazendo com que os games em que participa se tornem muito mais do que inesquecíveis.

Nascido na Austrália em julho de 1985, Gordon é um verdadeiro fã de guitarra e baixo. Mesmo se considerando eclético, afirma que sempre se foca em oferecer uma experiência direcionada ao mundo do game para que o jogador se sinta parte da conexão, porém suas composições mais imponentes normalmente envolvem o heavy metal como seu núcleo.

O cara já trabalhou em dezenas de títulos, desde jogos infantis como Nicktoons: Attack of the Toybots a games que clamam por violência como Doom de 2016. Mick Gordon está na ativa desde 2002, sempre trabalhando bastante tanto em composições como em sound design. Seu trabalho que mais me chamou a atenção foi o renascimento de Killer Instinct em 2013, pois não apenas revitalizou antigas faixas, mas também criou temas empolgantes para os personagens. Ao realizar um Ultra Combo, cada golpe do lutador é diretamente afetado (ou vice-versa) pelo áudio e pela música, fazendo a experiência ser empolgante até o fatídico grito do narrador: ULTRAAAA COMBOOOO!

Há milhares de compositores para games mundo afora, é relativamente fácil encontrar algum que te oferece o que você curte, mas desde os anos áureos de Sonic que eu não pegava para ouvir álbuns inteiros de um jogo do começo ao fim. Desde que conheci o trabalho de Mick Gordon, passei a criar playlists apenas com suas composições. Lá há títulos como Wolfenstein: The New Colossus, Mirror’s Edge: Catalyst, Soma, e, claro, Killer Instinct e Doom.

É apreciando o trabalho de cada um que merece que colaboramos de alguma forma pela arte das músicas para games.