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Saudade da época dos videogames clássicos

Saudade da época dos videogames clássicos

1280 720 ED!

Já parou para pensar nos jogos que temos disponíveis hoje? Spider Man, God of war, são coisas que jamais imaginamos quando éramos crianças. Mas apesar de tanta tecnologia, ainda bate aquela saudade de uma época mais simples, daquela época dos videogames clássicos. É disso que vou falar hoje.

Assim como quem não quer nada, vou te contar que essa matéria também está disponível em vídeo no Youtube, e tá super nostálgica e recheada de convidados especiais. Tem Alex Mamed, Vivi Scarabelo, Marcus Garret, Cleber Marques da Revista Warpzone, Juan do Snestalgia e o Mauhard! do Retrohard! Para facilitar ainda mais sua vida, o vídeo está aí embaixo, só clicar no play;

Locadoras

Comprar jogos no Brasil nunca foi muito fácil. Desde a época do Atari, como praticamente tudo era importado, havia pouca disponibilidade e o que tinha era caro. Então se você gostava de videogame naquela época, tenho quase certeza de que era sócio de alguma locadora. Eu deve ter sido sócio de umas 10 pelo menos. Às vezes você escolhia aquela perto de onde você morava, outras vezes ia naquela que era longe mas que tinha mais jogos para escolher. Quem podia alugar durante a semana era melhor, no final de semana além de mais caro os jogos evaporaram. Foi assim conheci a maioria dos jogos do Atari. Também aluguei bastante jogos de nintendinho e mega drive. Ainda tem locadoras de jogos hoje, mas não é nem de longe a mesma coisa. Naquela época ir na locadora era um evento, sempre rolava aquela ansiedade de será que vai ter novidade? Será que tal jogo vai estar lá? Era bom demais mesmo.

Revistas

Se ir na locadora era um evento, ir na banca de jornal era outro. Internet começou a aparecer lá pelo meio da década de 90, antes disso para ficar sabendo das novidades do mundo dos games haviam três formas, ou na conversa com os amigos, quando passava alguma coisa na televisão e a principal, nas revistas. Quando eu estava sem grana para alugar jogos, ia nas bancas de jornal e passava horas folheando as revistas que estavam abertas. Já haviam revistas nacionais, mas quase sempre as informações nela estavam meio atrasadas, o legal mesmo era pegar as revistas importadas. E aí o mundo se abria para você. Quanta coisa eu só fiquei sabendo que existia porque tinha lido numa revista importada. Aqui no Brasil chegava quase nada, por exemplo, durante muito tempo atari para mim sempre foi o 2600, nunca imaginava que houvessem outros modelos ou que a atari também fabricava computadores. Melhor ainda que as revistas importadas americanas ou inglesas, eram as japonesas. Um dia descobri uma banca que importava a Famitsu e umas outras que não lembro o nome. Foi assim que fiquei sabendo da existência do Neo Geo.

Arcades

Dá até uma tristeza falar disso, ainda existem alguns arcades espalhados por aí, mas estão minguando e uma hora vai ser coisa raríssima de se encontrar. Mas nem sempre foi assim, nas décadas de 80 e 90 havia arcades aos montes. Tinha os arcades ou fliperamas grandes, mas todo buteco tinha pelo menos uma máquina. Era comum ter máquinas de fliperama em qualquer tipo de comércio na verdade. É muito louco lembrar que fliperama já foi uma das principais formas de entretenimento para muita gente. Vocês se lembram do Playcenter? Foi um parque de diversões em São Paulo que tinha um arcade gigantesco chamado Playland, acho que o maior que vi no Brasil. Tinha todo tipo de máquinas, desde arcade analógicos até as máquinas mais modernas para a época, como After Burner. Foi lá que eu joguei Operation Wolf, Hard Driving, F1-Circus. Era muito bom, cada vez que ia lá tinha novidade. E Playland tinha em outros lugares, a que eu mais frequentava ficava no shopping Morumbi em São Paulo, que era muito mais perto de onde eu morava E da minha escola que o playcenter. Mechanized Attack, Tartarugas Ninja, Olimpíadas, 720 Graus, The Simpsons, tudo isso e muito mais vi lá a Playland.

Facilidade

Uma das coisas que mais me irritam nos videogames atuais é a espera. Espera para download, espera para instalação. Se você não se planejar um pouco, é capaz de não conseguir jogar na hora que você quer. Isso nunca acontecia com atari, nintendo, megadrive, super nintendo. Se o cartucho não pegasse com uma assopradinha, é porque a parada tava mais séria e o videogame tinha que ir para o hospital. Mas nunca que você ligava o videogame para jogar e ficava esperando uma eternidade olhando para a tela sem nada acontecer. Mentira, quem teve Neo Geo CD sabe do que estou falando.

Falei de tanta coisa até agora, mas faltou falar das embalagens. Sinto muita saudade da época que você comprava um jogo e dentro da caixa vinha todo tipo de coisa, brindes, posters, manual, encartes… isso em qualquer jogo. Hoje isso é exclusivo a edições de colecionadores. Nas versões comuns nem manual vem mais. As vezes nem o disco, vem só a caixa com um código para download. Tem até edição de colecionador sem o jogo, insano.

Estas são algumas coisas que eu sinto falta da época dos videogames clássicos, e agora quero saber de você, o que te dá mais saudade da época dos clássicos? Me conta aí nos comentários que eu leio e respondo tudo. Muito obrigado a você que chegou até o finalzinho do post. E se curtiu deixa aquele like e compartilha com os seus amigos nas redes sociais, só clicar no botãozinho share aí ao lado e escolher. 

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Eu sou o Ed, e até amanhã.

Por que a nostalgia está na moda?

1280 720 ED!

Deixa eu te perguntar uma coisa, em que ano você nasceu? Década 70? 80? 90? Muito provavelmente devem ter várias coisas da sua infância gravadas em granito na sua memória. Sabe aquele brinquedo, aquela comida ou aquele videogame que você jogava e de repente bate aquela saudade, aquela vontade de jogar novamente? Isso se chama nostalgia.

Estamos vivendo um momento especial para quem é nostálgico nos videogames. Vários jogos clássicos estão voltando e ganhando muita atenção na mídia. Olha só, Streets of Rage 4, Battletoads, Samurai Shodown, Shenmue 3, Metroid, Mega Man 11, isso só entre os que estão para chegar. Já chegaram King of fighters, Double Dragon 4, Strider, Ducktales, Castle of Illusion entre outros. Todos títulos bem conhecidos, mas tem muita coisa no cenário indie que está seguindo a mesma linha, como the Messenger, Dead Cells, Shovel Knight. Tem muita gente na indústria apostando forte na nostalgia. Tem muito dinheiro a ser feito nesse nicho para quem souber aproveitar.

Mas por que agora? Será pura coincidência? Muitas dessas franquias nostálgicas estavam abandonadas a duas, três décadas ou mais por suas desenvolvedoras. E estamos falando de franquias que eram importantes, na época eram os jogos AAA de muitas delas. E no entanto estavam completamente relegadas ao esquecimento. Eu penso que a razão para isso é o custo de produção elevadíssimo que o mercado impõe para quem quer acompanhar a tecnologia. Todo mundo quer ser GTA e Fortnite e faturar bilhões, mas poucos conseguem. E a consequência desse alto custo econômico para produzir um jogo para competir no mercado AAA é um freio na criatividade e na inovação. Repare que as últimas duas gerações de videogames, incluindo a atual, estão abarrotadas de remakes e remasters. E quando um jogo grande vende mal, geralmente o estúdio quebra. Não tem segunda chance. E aí vemos um ciclo interminável de jogos anuais. Assassins Creed, Battlefield, Call of Duty, Fifa…a lista é grande.

Aí pequenos estúdios que tentam ganhar espaço no mercado, ou os grandes que querem publicar jogos com baixo custo, mas com boa chance de sucesso encontraram na nostalgia o caminho das pedras para capitalizar suas franquias encalhadas. E de momento a mídia está de bem com a nostalgia, e também é certo que terá publicidade positiva além da boa vontade dos jogadores mais experientes…que já passaram dos 30….tiozão né….como eu.

Mas isso só a minha opinião e esse post tá terminando por aqui. Me conta aí nos comentários se a nostalgia é importante para você e se você vai pegar algum desses velhos jogos novos que estão para sair. Eu leio tudo e respondo. E se curtiu deixa aquele like e compartilha com os seus amigos.  E se você tem alguma  pergunta, sugestão de temas para os próximos posts, fica a vontade para comentar também.

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Eu sou o Ed, e até amanhã.