jrpg

O que é JRPG?

1200 744 Viviane Scarabelo

Saudações Gamers e Nerds de plantão! Aqui é a Vivi Intergalática. Tudo bem com vocês? Como vocês já podem ver pelo título do vídeo, hoje nós vamos falar sobre JRPG. Isso mesmo, RPG Japonês.


Fui surpreendida na semana passada por um “direct” no aplicativo Instagram. Aliás, se você ainda não segue a Vivi no Instagram, aqui está a oportunidade: @vivianescarabelo, segue lá. Posto frequentemente muita coisa sobre arte e vídeo games.

No direct, o seguidor de Minas Gerais disse que acompanhava o Canal Gargamelverde faz tempo por conta do conteúdo focado em jogos eletrônicos de RPG e que gostava muito. Mas que queria saber o que é JRPG para a “Vivi”. O que penso sobre o tema e o que acredito. Resolvi responder em forma de vídeo (a resposta durou 42 minutos, juro). E aproveito a oportunidade para postar aqui no blog. Isso é tão fenomenal! Em forma de texto, tudo bem explicado e exemplificado.

O que é JRPG? Opinião pessoal. Nada técnico ou uma verdade absoluta, pronta e acabada. É o que eu acho, o que a Vivi, jogadora, apaixonada por JRPG entende sobre o assunto em tela. Certo?
Quando penso em JRPG penso em acolhimento, penso em coisas boas. Alegria, amor, abraço quentinho, chocolate quente e dias de chuvinha com coberta nas pernas. Pareço viajar na maionese? Pode ser, mas essa é a mais sincera descrição e sensação quando penso o que é JRPG para a Vivi. Sério! Acredite!

Claro, JRPG é um RPG Japonês, isso é fato ou não (calma, leia o texto todo para entender a minha linha de pensamento).
JRPG significa um RPG que integra elementos distintos, elementos de história, mecânica e possivelmente, estilo de arte distintos. São jogos de RPG que geralmente são feitos no Japão. Claro que existem JRPGs criados em outros locais do mundo também. Mas pelo conjunto e somatória de elementos apresentados no game, se tornam JRPGs. É um “estilo” único. Com muitas facetas e que se diferem em alguns detalhes.

Enquanto no lado oposto o RPG ocidental geralmente leva a mecânica do jogo e jogabilidade de forma diferenciada. As personagens são mais “humanizadas”. Nos JRPGs geralmente são desenhados em forma de anime ou mangá. Isso não é regra, certo? Tudo que estou contando para vocês sobre o significado de JRPG é comum, é costumeiro, é rotineiro acontecer, mas não é lei. As coisas podem se alterar e modificar conforme o jogo.

É normal os RPGs ocidentais começarem com customização, você criando seu personagem, como vemos exemplificado em Dragon Age Inquisition. Aliás, um belo exemplo de RPG ocidental. Podemos citar também a saga The Witcher que tem o bruxo Geraldo de Rivia como protagonista.

Nos JRPGs o protagonista geralmente já vem pronto, isto é, sem customização inicial. Claro, repito, isso não é regra. No JRPG White Knight Chronicles, podemos criar e customizar um personagem para jogar e o mesmo participar do grupo.

É comum, mas não é lei. O protagonista de JRPG ser um jovem corajoso, destemido, às vezes engraçado. Ele não tem medo de encarar as forças malígnas. Muitas vezes ele vem do povo, vem de uma aldeia ou não. Muitas vezes é órfão e honesto. Ele é o escolhido. O herói da trama. Precisa largar, deixar tudo pra trás para encarar o desafio. Salvar o mundo. Salvar a vida da humanidade. Eu chamo isso de a “Saga do Herói de JRPG” (podemos falar mais sobre isso nos próximos posts).

Este jovem de 16 anos de idade é o Dean Stark. Protagonista do JRPG Wild Arms 5.

Sendo também muito comum nos JRPGs outras personagens (masculino, feminino ou até animais) irem “entrando” para a “party”, isto é para o grupo. Estes vem a somar, participam da história, ajudam o protagonista e herói a lutar e a decidir as questões. São a força que o personagem principal precisa nas horas de escolha, dúvida e principalmente nas inúmeras lutas contras os inimigos. Inimigos? Muitos! É bem comum nos JRPGs termos muitas batalhas ao longo do jogo. Lutas com inimigos mais simples, outros medianos e os chefes principais. Também nos RPGs japoneses temos inimigos secretos que muitas vezes fazem parte dos extras do jogo. Como exemplo, o jogo Tales of Vesperia.

Geralmente os JRPGs possuem temas ligados à fantasia e ficção científica, mas não é regra. Podemos citar a franquia Persona. São JRPGs, mas a temática geral do jogo não é bem fantasia ou ficção. No Persona 4, por exemplo, controlamos um jovem estudante japonês. Ele interage com a rotina diária, escola, casa, amigos, etc. Mas também participa de uma trama investigativa muito interessante. Seus amigos farão parte do time e juntos irão desvendar essa trama tão única.

É costumeiro dizer que nos JRPGs você segue uma história fixa com pequenas variações. Os personagens são fixos, a história é pré-definida (isso pode variar de jogo para jogo).

Já no RPG ocidental, geralmente existe maior mobilidade da aventura a ser seguida pelo jogador. Claro, possui uma história principal, um objetivo definido. Suas ações, escolhas podem interferir no jogo. Isso também pode acontecer nos RPGs japoneses. Quando falamos de RPG, falamos de exploração e mundo aberto. Existem JRPGs que podem ser mais lineares que outros. Dias atrás, falei sobre o JRPG Eternal Sonata num episódio de RPG Collection lá no Canal Gargamelverde.

Podemos citar o Eternal Sonata como um bom exemplo de JRPG linear. Nele, não existe muito espaço para exploração. Isso não faz dele um jogo ruim. Pelo contrário, é um game espetacular.
Existem outros JRPGs que são mais explorativos, onde o jogador tem mais liberdade. Para ilustrar, cito o Wild Arms 5 e o Suikoden 3.

Por falar nisso, temos muitas franquias de sucesso no mundo dos JRPGs. Vou citar algumas delas: Final Fantasy, Persona, Tales, Atelier, Disgaea, Dragon Quest, Suikoden, Ys, entre outras.
Evolução é um ponto importante nos JRPGs, quanto mais você lutar e enfrentar os inimigos do jogo, melhor, mais forte você e seus companheiros ficam. Dessa forma, ganham pontos de experiência e evoluem. Vale a pena dizer que nos JRPGs encontramos quests que fazem parte da história principal e outras que você pode fazer ou não. Sendo extras ou até secretas.

Faz parte do cotidiano as personagens descansarem no INN, no hotel de alguma cidade do jogo. Assim recuperam life, mana, etc. Isso não é regra, mas é bem comum de acontecer nos jogos.
As personagens costumam visitar as cidades, aldeias, vilas, dungeons, etc. E nesses locais é possível muitas vezes conversar, interagir e até “pegar” quests com os NPCs, personagens secundários do jogo (alguns nem nome próprio possuem).

Nas cidades é rotineiro ter lojas e até podem ter vendedores de mercado negro, estes, geralmente vendem itens raros. Nas lojas compramos equipamentos, acessórios, armas e itens. Tem jogos que é possível comprar comidas, como no Tales of Xillia, por exemplo, compramos os itens para cozinhar alimentos. Estes alimentos quando prontos se transformam em life, mana, podem curar de poison , etc.

Jogos da série Atelier (que tenho paixão), tem muita alquimia e sintetização de itens, por exemplo. Primeiro você coleta os itens nas fases e depois vai para o caldeirão e faz as misturas. Faz a alquimia acontecer. Tranforma em acessórios, itens de cura e até itens especiais.

Lembrando que os personagens de JRPGs tendem a ser muito carismáticos, alguns engraçados e outros mais sérios. Na party normalmente cada personagem tem a sua própria personalidade. Pode acontecer também dos personagens entrarem para o grupo e saírem da party ao longo da jogatina, conforme se avança na história, podendo retornar em outro momento ou não.
Nos JRPGs você pode controlar o protagonista que muitas vezes é masculino, jovem, normalmente com 16 anos de idade. Claro, temos personagens protagonistas femininas, tal como a Alis Landale do Phantasy Star.

O JRPG vem a cada dia se formando , surgindo e acontecendo. Nada é pronto e acabado. As regras são frágeis, as coisas podem mudar, evoluir, certo? É muito bom jogar os primeiros JRPGs já lançados nas plataformas antigas e ver como tudo começou.

Felizmente existem muitos RPGs japoneses maravilhosos, divinos. Vocês sabem que sou suspeita para dizer. Porque é meu estilo de jogo preferido, aquele que mais me identifico e amo.
Enfim JRPG é amor. Acolhimento total. E principalmente estrega.

Quando você joga JRPG não quer que ele tenha fim. Deseja que ele dure um milhão de anos. Sim, geralmente os JRPGs são longos, tem muito diálogo, conversas e histórias. São muitas horas envolvidas em evolução dos personagens, quests e caçadas . Visitando cidades, dungeons e cavernas escondidas. Muitas vezes o clima das áreas do jogo podem variar. Umas mais frias, com gelo, outras quentes com até vulcão. Áreas com campos vastos ou deserto gigantescos. Lembrando que cada área tem seus inimigos específicos.

Para finalizar deixo o link do vídeo que fiz no Canal Gargamelverde. A duração dele é de 42 minutos. Conto tudo sobre esse assunto tão especial e que tanto gostamos de falar e ouvir. Obrigada por tudo amigos! Abraço de Urso Panda Gordinho!

Viviane Scarabelo