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mushihimesama

Mushihimesama

1920 1080 ED!

A origem

Mushihimesama ou Bug Princess como é conhecido no ocidente é um shmup vertical produzido pela Cave e que acaba de chegar ao PC via STEAM graças ao trabalho da Degica.

O primeiro porte doméstico desse jogo saiu para o Playstation 2 no japão no ano 2004, e só se ouviria falar novamente dele em 2011 no estranho porte para o IOS.

Mas no ano seguinte o Xbox360 receberia seu próprio porte e é esse porte que se tornou a base para a versão do PC.

Bullet Hell

Bullet hell é um termo usado quando os inimigos disparam tantos tiros que tomam a tela toda e ao mesmo tempo seu personagem ou nave tem um hitbox minúsculo, permitindo manobras insanas no meio do tiroreio.

Exterminando insetos gigantes

Como shmup, Mushihimesama é um dos melhores. A temática que mistura insetos e natureza, cria um visual é bastante orgânico e foge daquele clichê militar típico nos jogos do gênero.

Não existe “navinha” propriamente dita, seu personagem é uma garota montada em um besouro.

E o melhor de tudo, é que jogar Mushihimesama é bom demais! Os controles são simples, responsivos e sem frescura, e até parece que a Cave sabia muito bem o que estava fazendo. É o direcional e três botões. Tiro normal, bomba e auto fire. É pegar o controle e jogar.

Antes de começar a partida você escolhe o estilo de arma entre três opções, e durante o jogo, certos inimigos quando destruídos soltam upgrades que podem ser acumulados e que farão toda a diferença para ir mais longe no jogo.

E como todo bullet hell de respeito, é tiro para todo lado. Mushihimesama é conhecido por ter o chefe final considerado como um dos mais difíceis da história dos shmups.

Apesar de sua “nave” não ser pequena, o hitbox é minúsculo, o que permite manobras insanas no meio da saraivada de balas.

Muitos jogam shumps pelo sistema de combos e multiplicadores de pontos, eu jogo porque gosto mesmo é de desviar da chuva de tiros, e de enfrentar os chefes de fase gigantes.

E em ambos quesitos, Mushihimesama manda muito bem. Apesar de ser um bullet hell, é um jogo justo, quando a tela está abarrotada de tiros, a velocidade do jogo diminui propositalmente o que facilita ligeiramente a sua vida.

Gráficos e Som

Os gráficos são excepcionais. Muita cor, sprites gigantes e animações de primeira. Estamos falando de um jogo criado em 2004 que continua bonito até hoje.

A trilha sonora casa perfeitamente com o jogo, e a música dos chefes de fase em particular é boa demais, é daquelas melodias viciantes que grudam na cabeça,e que só de ouvir o coração já começa a acelerar, antecipando a batalha que vem pela frente.

A história

O mundo de Mushihimesama é dominado por insetos gigantes chamados Koju. Quando um Koju morre, libera uma substância capaz de transformar desertos em florestas do dia para noite em um evento chamado Miasma. Que seria fantástico, não fosse o Miasma fatal para os humanos. Então para sobreviver, os humanos fizeram um acordo com o Deus Koju, a cada 200 anos uma menina ao completar 15 aninhos é sacrificada em troca de evitar que o Miasma chegue as vilas humanas. E tudo ia bem, até que um dia o Miasma chega a vila onde mora Reco, a heroína do jogo. E para salvar seu povo, Reco resolve invadir a floresta e enfrenter o Deus Koju ela mesma.

Resumindo é um jogasso!

Eu vejo shmups quase com um puzzle de ação, é uma mistura de estratégia, memorização e precisão de movimentos. E quando o jogo não te sacaneia com controles ruins essa é uma combinação que sempre funciona. Fora do Steam, Mushihimesama é um daqueles jogos caros e difíceis de encontrar em mídia física, mas no Steam, no dia da gravação desse vídeo a versão mais simples sai por R$37, e a versão mais completa que inclui a trilha sonora e uma versão remixada do jogo custa R$45, na minha opinião, uma verdadeira barganha.

Vamos prestigiar o trabalho da Degica, a Cave tem muitos shmups excelentes que ficaram escondidos no japão, e se esse jogo for bem, é certo que outros virão.

Interessou?

Você pode comprar Mushihimesama diretamente no Steam A versão do PC demorou para chegar ao Steam, mas veio recheada com tudo o que tem direito. Recomendo a versão completa que vem com a trilha sonora.

E antes de me despedir, eu quero saber de você, qual é o seu shmup favorito?

Deixe sua resposta nos comentários abaixo.

The Park

The Park

1920 1080 ED!

A última vez que estive em um park de diversões foi em 2013. E não foi nada como o Atlantic Island Park e agora eu quero meu dinheiro de volta. Nesse Halloween eu tinha uma vasta seleção de jogos de terror para jogar, mas para o post dessa semana fui compelido pela combinação de parque de diversões com terror psicológico que The Park oferece.

O Começo

Nos primeiros momentos do jogo vemos Lorraine conversando com seu filho Callum no estacionamento do Atlantic Island Park. Ele perdeu seu ursinho de estimação e ela se oferece para encontra-lo. Enquanto Lorraine busca ajuda, ele escapa para dentro do parque. E esse meus amigos, é o último momento sano do jogo.

The Park

A história

A princípio parece ser o caso de uma mãe procurando o filho desaparecido em um parque de diversões. Mas logo nos primeiros minutos o jogo toma um rumo para lá de sombrio e não para mais. Não quero contar spoilers, mas posso dizer que o jogo é cruel, lida com temas adultos e perturbadores, e apesar do clima sobrenatural anda lado a lado com a realidade.

The Park

Como é jogar The Park

O jogo se passa sob o ponto de vista de Lorraine, e a melhor maneira que posso pensar de definir The Park é dizer que é um jogo, mas vai além, é de fato uma experiência de terror psicológico. Ele segue a linha de outros jogos no mesmo estilo como The Vanishing of Ethan Carter e Gone Home, você explora os locais, interage com objetos e assiste a história se desenrolar através de notas, documentos, narrações e outras cenas. Uma outra ação que passa quase como um detalhe mas que ajuda muito na atmosfera do jogo é que Lorraine pode chamar pelo Callum enquanto caminha, e o tipo de chamado varia de acordo com o clima da situação, foi uma sacada bem legal que contribui bastante com a atmosfera sombria do jogo.

The Park

The Park é daqueles jogos que merecem ser jogados no escuro e com headphones. É muito bonito, faz ótimo uso da engine Unreal 4, e a construção do parque é cheia de detalhes. Andar nas atrações que vão de roda gigante a montanha russa é muito divertido, e momentos reveladores da história são contados dentro delas. É um jogo intenso, porém curto. Jogando sem pressa em duas horas dá para terminar. Mas a curta duração não deixa aquela impressão de que faltou contar alguma coisa, porque a história termina bem resolvida.

Quem fez

The Park foi programado e distribuído pela Funcom. Curiosidade, The Park faz parte do universo de um outro jogo chamado the secret world do qual eu nunca havia ouvido falar nada a respeito.

Interessou?

Aproveitem os descontos por conta do Halloween, The Park está disponível no Steam, Humble Bundle, GreenManGaming e diversas outras lojas.

downwell

Downwell

1280 720 ED!

O que é Downwell?

Uma mistura muito inteligente de plataforma com jogo de tiro. A idéia é simples. Um dia um menino calçando um par de botas canhão, pula em um poço rumo ao desconhecido.
É isso aí, eu disse botas canhão, uma das grandes invenções da engenharia moderna!

Como é jogar Downwell

Os controles são simples, um direcional e um botão que pula e atira ao mesmo tempo. E é isso que torna o jogo tão difícil e viciante. Você vai lutar contra os seus intintos mais básicos de pular e atacar a todo instante, porque isso é morte certa. E como o objetivo é ir para baixo, mu itas vezes cair e fugir é uma estratégia melhor que pular e atacar.

Destruindo inimigos e blocos você ganha jóias para gastar nas lojas dentro do poço. E comprando upgrades dos mais variados suas chances de ir mais longe no jogo aumentam consideravelmente.
Os níveis são curtos, porém cheios de ação e inimigos. Falando em inimigos, malditos morcegos! Sem dúvida, os inimigos mais chatos do todo jogo.

Cada nível é um longo caminho para baixo só de ida, e se perder a chance de se livrar deles da primeira vez, fatalmente vão te pegar. Com pouca vida e munição limitada, Downwell não perdoa erros. Se prepare para xingar cada vez que morrer, porque acredite, você vai morrer…e muito.

E esse é Downwell, um jogo que se estivesse em cartucho seria um clássico do Nintendinho.

Trilha Sonora

Curte chiptunes? Downwell é pura nostalgia e a trilha sonora é o que você ouviria de melhor em um jogo de NES. O album está disponível no bandcamp.

Quem fez

Downwell foi desenvolvido por Moppin e publicado pela Devolver Digital.

Interessou?

O jogo está disponível no PC via Steam e na App Store.

DROPSY

DROPSY

1366 768 ED!

A primeira vez que ouvi falar de DROPSY achei que fosse um jogo de terror. Mas não é o caso, de fato é o exato oposto disso. E se o seu coração não for feito de pedra se prepare, porque DROPSY vai te emocionar.

DROPSY

Quem é DROPSY?

É um palhaço de circo diferente, estranho, feio e desajeitado. Tudo o que DROPSY quer é fazer amigos e ajudar pessoas. E abraçar. Muitos abraços.

A história

Quando o circo pega fogo durante uma apresentação, muita gente morre, tragédia completa. E toda cidade acha que foi culpa do DROPSY. Todo mundo odeia o DROPSY. Sua missão é embarcar em uma aventura emocionante de ajuda e reconquistar o carinho e respeito de todo mundo.

DROPSY

Gráficos e Trilha sonora

Pixel art de cair o queixo. DROPSY é um espetáculo, das animações ao estilo, é bom demais. Não é só bonito, é criativo e bizarro ao mesmo tempo. As sequências dos sonhos são algo a parte.

Muitos chamam de trilha sonora a música que se ouve durante o jogo, mas em DROPSY é algo que vai além e está totalmente integrada a forma de como a história é contada. Não fosse isso suficiente, isoladamente as músicas são ótimas.

Como foi jogar Dropsy

Como todo jogo de aventura point and click, é preciso prestar muita atenção em tudo, olhar tudo, clicar em tudo. Mas DROPSY vai além. Não tem diálogo, falas ou qualquer forma de texto. Toda história é contada através de ícones e pequenas animações que quando interpretadas corretamente dão as dicas do que fazer e onde ir.

E como tem coisas para fazer o lugares para ir. O mundo de DROPSY é enorme! E o mapa é quase todo acessível assim que começa o jogo. E mais, tem um sistema de dia e noite de quatro estágios. Para um jogo sem textos DROPSY é surpreendentemente complex. Mas tudo funciona muito bem. Durante o jogo você também controla personagens diferentes, tem muita variedade.

A história é uma mistura constante de pequenos momentos alegres e tristes que pouco a pouco te conquista e em certo ponto você realmente passa a se importar com DROPSY e ajudar as pessoas dentro do jogo passa a ser algo recompensador de verdade.

DROPSY é literalmente uma aventura com A maiúsculo. É uma história triste e alegre ao mesmo tempo. É pura ficçâo mas que se conecta com a realidade como poucos jogos conseguem fazer. E se você tem coração de manteiga, não estranhe se no final escorrer uma ou duas lágrimas dos seus olhos.

Interessou?

DROPSY é um jogo para PC, MAC e Linux. Está disponível diretamente pelo site oficial do jogo e ainda no STEAM ou GOG.

Quem fez

DROPSY foi desenvolvido pela Tendershoot e A Jolly Corpse, e publicado pela Devolver digital.

horizon-chase

Horizon Chase

1280 720 ED!

Quando eu achava que não tinha jeito de gostar de verdade de jogos mobile, Horizon Chase veio e mudou minha opinião. Não é um ótimo jogo mobile, é um ótimo jogo e ponto final. Imperdível para quem tem um iPad ou iPhone a disposição.

O que é um jogo de corrida estilo arcade?

Quem teve a chance de curtir clássicos como Out Run, F-zero e Top Gear entre muitos outros sabe bem o que é isso. Controles simples, direção, freio e acelerador. É chegar e jogar. É um jogo sem a pretensão de ser realista em nada, só importa a velocidade e a diversão.

O jogo

Divertidíssimo. Dezenas de pistas e cenários diferentes. Terminar cada corrida é algo recompensador, tudo muito bem balanceado. Com direito a muitos upgrades e carros variados. E tudo isso SEM microtransações. Os controles são fáceis e intuitivos, e o jogo oferece muitas possibilidades. Até eu que não curto jogar via touch screen encontrei uma combinação confortável.

Visuais

É algo entre um cell-shadding e 16-bits, cheio de cores (haleluia!) e imaginação. É um estilo muito interessante, um visual retro e moderno ao mesmo tempo.

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A música

Jogos de corrida atuais raramente tem trilha sonora própria. Em geral tem uma rádio que toca músicas de artistas cotidianos ou acessa a sua pasta de músicas. Mas o pior dos casos é quando é só barulho de motor e mais nada. Acho chato demais. Horizon Chase segue direção oposta e tem trilha sonora original feita por ninguém menos que Barry Leitch, compositor de centenas de trilhas sonoras memoráveis de jogos como Top Gear, Lotus Turbo Challenge 2, Super Cars II e muitos outros. Foi uma escolha acertadíssima, a música de Horizon Chase é uma mistura de retro com moderno que ficou bom demais. É daquelas trilhas que grudam na cabeça e combinam perfeitamente com o jogo.

Como é jogar Horizon Chase

Do momento que vi e ouvi a abertura do jogo pela primeira vez sabia que vinha coisa boa pela frente. Mas não sabia que seria algo espetacular. Horizon Chase representa tudo que me fez amar video games desde que me conheço por gente. É divertido, é rápido e é viciante. Visuais incríveis. Trilha sonora destruidora. É um jogo feito com amor e cuidado com os detalhes. É de fato um tributo a era dourada dos video games.

Interessou?

Horizon Chase está disponível para iOS (Ipad e Iphone) e para Android no google play. Versões para PS4 e PC via STEAM também estão nos planos.

Quem fez?

Um estúdio brasileiro chamado Aquiris. Um trabalho primoroso que merece ser visto e jogado por todo mundo.

stasis

STASIS

1280 720 ED!

O que significa STASIS?

STASIS é um estado de hibernação a nível celular, termo muito utilizado em filmes de ficção científica e que torna possível para humanos viagens espaciais de longa distância.

O que é “Point and Click”?

É um tipo de interface muito comum nos jogos de aventura no PC nos anos 90, toda interação com os personagens, objetos e cenários é feita por um cursor controlado pelo mouse.

O que é a Cayne Corporation?

Empresa multi-nacional, responsável por inúmeras inovações tecnológicas e propritária da estação espacial Groomlake.

O que é Groomlake?

É uma antiga estação espacial mineradora transformada em laboratório, vagando pelas nuvens de gaz de Netuno e conduzindo experimentos longe dos olhos humanos.

Quem é John Maracheck?

John é um professor que sai de férias com a família. Ele é casado com Ellen e tem uma filhinha, Rebecca.

Quem é Dr. Malan?

É a autoridade máxima e cientista chefe a bordo da Groomlake.

Quem é Te’ah?

Lider do departamento de botânica e o anjo da guarda de John.

stasis

O Começo

STASIS é um survival horror dos bons. Claustrofóbico e bastante gráfico. Não poupa sangue ou violência e tem uma história interessante e cheia de detalhes. Tem sustos, monstros e atmosfera nível Alien o 8º passageiro. É um jogo com visual isométrico e gráficos pré-renderizados belíssimos.

John acorda desorientado e machucado. Sem saber onde está, olha ao seu redor e vê o tubo de stasis quebrado de onde saiu ao lado de outros ainda fechados e ocupados por corpos deformados. Groomlake está operando em modo de isolamento e não tem ninguém a vista. Lockdown!

Como foi jogar STASIS

Fazia tempo que não jogava um “Point and Click”. Não pode vacilar, tem que olhar tudo, clicar em tudo e tentar todas as combinações possíveis. Mas em STASIS os puzzles fazem sentido, as soluções tem lógica. Recomendo jogar com headphones e no escuro de preferência. Tem bastante texto, muito da história é contado através de PDAs encontrados pela estação. Li todos e valeu a pena.

O jogo começa literalmente devagar, John está arrebentado e tem dificuldade para caminhar. Sua primeira missão é encontrar a enfermaria e se recuperar. Passado isso o jogo embala de vez e fica muito bom. Groomlake é um lugar para lá de sinistro, recheado de corredores escuros e corpos massacrados. Já adianto que a história não tem humor algum, é tragédia, sofrimento e tristeza do início ao fim. Joguei sem pressa e terminei com pouco mais de 13 horas. Bem lá no fundo, STASIS é história de um professor em busca de sua família. Em uma estação espacial cheia de monstros. O que pode dar errado? Quem é fã de horror, precisa jogar STASIS agora.

Quem fez?

STASIS foi criado e produzido por Chris e Nic Bischoff e publicado pela Brotherhood. É um jogo exclusivo para o PC.

Interessou?

Tem no STEAM e no GOG.

crypt-of-the-necrodancer

Crypt of The Necrodancer

1440 810 ED!

Quem é o Necrodancer?

É o necromancer (re-animador dos mortos) e mega vilão do jogo.

Quem é Cadence?

É a filha de um famoso caçador de tesouros que um dia desapareceu misteriosamente. Na busca por seu pai, Cadence cai nas garras do Necrodancer, que literalmente toma seu coração para si e a força a se aventurar por sua cripta no ritmo da música.

Qual é a do jogo?

Pense em um jogo como Gauntled. Você anda pelos labirintos destruindo monstros e procurando a saída para o próximo nível. A diferença é que você se movimenta no ritmo da música e SOMENTE no ritmo da música. Imagine um professor de dança ensinando um passo. Ele vai contar aquele famoso “1,2,3,4…1,2,3,4” no ritmo da música. Em Crypt of the Necrodancer é só nesse “1,2,3,4” que você consegue se mover e atacar.

A trilha sonora

Um jogo de ritmo tem que ter música boa. E meus amigos, quem gosta de chiptune chegou ao paraíso. É bom demais. Uma combinação de PSG, com áudio de super nintendo, samples modernos com melodias top de linha. E o que dizer do Shop Keeper entrando nas músicas como barítono? Quando ouvi a primeira vez me parti de tanto rir.

crypt-of-the-necrodancer

Como foi jogar Crypt of the Necrodancer?

Difícil. Essa praga é muito difícil. Eu coloquei mais de 70 horas no jogo. É ação e adrenalina pura do início ao fim. O jogo é implacável, não perdoa erros. A cada nível vencido, a cada boss derrotado vem aquela sensação de vitória indescritívelmente recompensadora. São cinco criptas diferentes, cada uma com três andares e um chefe de fase. E o que faz o jogo ser tão difícil? Salvo uma única excessão o ataque é por contato direto, sua vida é limitadíssima e tudo tem que ser feito tudo dentro do ritmo ou você morre em questão de segundos, sem exageros. E como é tudo gerado preceduralmente, morreu tem que começar o nível de novo. O jogo tem uma variedade enorme de inimigos e items como espadas, armaduras, poções e amuletos que ajudam muito, então também é preciso um pouco de sorte dos items aparecerem na hora e local que você mais precisa.

Esse jogo valeu cada centavo e cada minuto de jogatina. Foram horas e horas de diversão. Depois que a modo normal é vencido, abrem-se muitos outros personagens e modos de jogo, inclusive um que continua a história da campanha principal. Fui valentemente até a última das últimas criptas do jogo e ainda não consegui terminar. Você tem meio coração de vida, uma única arma fraquíssima e perder um beat sequer é morte instantânea.

Interessou?

Vai correndo no STEAM e faça um favor a si mesmo, compre a versão que vem com a trilha sonora.

Quem fez

Crypt of the Necrodancer foi desenvolvido pela Brace Yourself Games e publicado pela Klei Entertainment (Mark of the Ninja, Don’t Starve) em 2015.

The Vanishing of Ethan Carter

The Vanishing of Ethan Carter

1280 720 ED!

Quem é Ethan Carter?

É um menino que mora na cidade de Red Creek Valley e escreve uma carta pedindo ajuda para o detetive Paul Prospero. Ethan conta que a acordou um antigo espírito chamado “The Sleeper” e que todo mundo sumiu.

Quem é Paul Prospero?

Personagem principal e detetive especializado no paranormal.

Red Creek Valley

Cidade isolada do resto do mundo, decadente e abandonada. Com direito a minas colapsadas, estações de trem, represa e mansão com passagem secretas. Algo estranho está rolando aqui.

E qual é a do jogo?

Explorar, descobrir pistas e resolver os mistérios. Não tem combate, o foco é a história.

Os primeiros 5 minutos

Cheguei a Red Creek Valley pelo tunel do trem e aqui começa minha busca por Ethan Carter. Ninguém a vista. Nada a vista. Então sigo pelos trilhos e logo adiante vejo um bondinho estacionado. Noto algumas marcas de sangue. Tento opera-lo sem sucesso. Provavelmente está quebrado ou faltando alguma peça. Sigo em frente e vejo cordas amarradas aos trilhos, como se alguém tivesse sido amarrado mas conseguiu se soltar. Olho para o lado vejo muito sangue e um rastro. Sigo o rastro e encontro um corpo desmembrado e bem machucado. A cabeça perfurada. Alguém apanhou feio. Mas o que aconteceu aqui? Onde está todo mundo? Ethan o que você fez?  Será tudo isso consequencia do ” The Sleeper”?

Ethan Carter

Como foi jogar The Vanishing of Ethan Carter

O jogo conta a história através da exploração, logo te obriga a andar por tudo, recolher todas as pistas e resolver todos os puzzles. Só assim para conseguir ver o final de verdade. Não tem mapas ou tutoriais. Encalhei algumas vezes sem saber o que fazer. Não tem combate, mas tem uma mecânica de reconstrução dos assassinatos legal. Tem uma atmosfera bem imersiva. É tudo muito bonito, é gostoso andar e explorar Red Creek Valley. Não é muito longo, jogando sem pressa dá para terminar em algumas horas. Foi ótimo, prato cheio para quem gosta de uma boa história. E o final surpreende, o jogo se vende de um jeito mas é de outro.

Interessou?

The Vanishing of Ethan Carther está no Steam e na PSN (PS4).

Quem fez?

O jogo foi programado e publicado pelo estudio The Astronauts, e distribuido pela Nordic Games. The Astronauts foi fundado em 2012 por três membros de um outro estudio chamado People Can fly (Painkiller, Bulletstorm and Gears of War: Judgment).

Amnesia: The Dark Descent

Amnesia: The dark descent

1280 720 ED!

Quem é Daniel?

Daniel é o protagonista da história. Em uma expedição a Africa ele encontra um antigo orb e traz consigo uma entidade chamada The Shadow que por sua vez traz insanidade por onde passa.

Quem é o Barão Alexander?

É o antagonista, fica sabendo da descoberta de Daniel na África e faz de tudo para traze-lo ao seu castelo sob o pretexto de ajuda-lo a se livrar da entidade.

Castelo Brennenburg

É a morada do Barão Alexander e onde se passa toda a história o jogo.

Os primeiros minutos

Acordei completamente desorientado. Mal consigo lembrar meu próprio nome. Vasculho os arredores e encontro uma nota escrita por mim, para mim mesmo. Aparentemente eu tomei uma poção de amnesia para esquecer tudo o que fiz e corrigir meus erros. Mas o que me levou a isso? O que devo fazer agora? Vejo um rastro de um liquido no chão, uma pista que deixei para eu mesmo seguir que me levará as profundesas deste castelo e quem sabe a minha redenção.

Como foi jogar Amnesia: The Dark Descent

Terror psicológico constante e um clima macabro digno de um conto de H.P. Lovecraft. Não é um jogo para levar sustos, mas não economiza nos detalhes sombrios. A história se passa em Londres no século XVIII e mistura a ciência e tecnologia locais a rituais macabros na tentativa de conter a entidade The Shadow. O jogo se faz valer de um sistema de insanidade, resolver puzzles e explorar o castelo. Eventos sobrenaturais e a escuridão vão te deixando louco, que na prática quanto mais louco, mais limitados são os seus movimentos. Não gostei, te força a ficar procurado velas e coisas do tipo, totalmente desnecessário.

Não tem combate, mas você pode fugir e/ou se esconder dos monstros. Quando morre volta da última jogada gravada. Jogo single player, boa história. Valeu muito a pena. Jogando na boa, tem entre 5 e 8 horas de duração.

Quem fez

Foi desenvolvido e publicado pela Frictional Games (da série Penumbra) e distribuído pela falida THQ em 2010. Amnesia: The Dark Descente está disponível no steam.

Amnesia: A Machine for pigs

1280 720 ED!

Quem é Oswald Mandus

Mandus é um empresário de sucessso e dono de uma fábrica de processamento de carne.

Edwin and Enoch

São os filhos de Mandus.

Quem é “The Engineer”

É a entidade que ajuda Mandus em sua jornada para desligar a máquina.

A máquina

Oinc Oinc

Os Primeiros minutos

Depois de meses de cama com uma febre sem fim acordei desorientado em meu quarto. Lembro-me vagamente da expedição ao méxico e do desastre que foi. O orb. Visões do futuro. Sonho? Pesadelo? Meus filhos, onde estão meus filhos? O telefone está tocando, corro para atender. Do outro lado da linha alguém que se denomina “O Engenheiro” diz que precisa da minha ajuda para sabotar a máquina e que meus filhos estão presos dentro dela. Mas que máquina, do que ele está falando?

Como foi jogar Amnesia: A Machine for Pigs

O personagem Mandus é (implicitamente) tataraneto de Daniel do primeiro jogo. Mandus também entrou em contato com um orb. A história se divide em passado, presente e futuro. Tem uma dinâmica diferente do primeiro, Você não está confinado a uma única mansão, dessa vez tem uma cidade inteira para explorar. Não existe mais os sistema de insanidade. De resto a mecânica é basicamente a mesma. A história é menos bizzarra, porém mais complexa a muito mais cruel. A duração do jogo é mais ou menos a mesma, jogando sem pressa dá para fechar entre 5 e 8 horas de jogatina. Encalhei umas duas vezes, ambas eu ponho na conta de erros bobos e puzzles mal pensados. Mais um jogo single player com boa história, quase tão bom quanto o primeiro. Pecou em alguns detalhes, achei a engine gráfica pesada demais no custo benefício. No meu PC rodou bem pior que o primeiro jogo e não achei mais bonito.

Quem fez

Amnesia: A Machine for Pigs foi desenvolvido pela The Chinese Room (Half Life 2, Dear Ester) e distribuído pela Fictional Games (Amnesia: The Dark Descent e a série Penumbra). Está disponível no Steam.