Evento

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Brasil Game Show 2016

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Salve Galera! Esse ano eu tive a honra e o imenso prazer de fazer a cobertura da Brasil Game Show 2016 como parte da equipe do VGDB (Vídeo Game Data Base), projeto do meu chapa Edson Godoy.

Por questões logísticas pude participar apenas do primeiro dia, mas tirei o máximo de proveito que pude de tudo. Grandes amigos reunidos de todas as partes do país em um evento gigante como esse dedicado aos games, foi épico e inesquecível.

Brasil Game Show 2016 – O Evento

A primeira coisa a se destacar é que o evento mudou de local e foi para o enorme São Paulo Expo na região da rodovia dos imigrantes em São Paulo. Ótima estrutura, transporte gratuito de e para o metrô Jabaquara, ampla sala de imprensa conectada e abastecida com bebidas e comidinhas a vontade. Diferente do ano passado, deixei tudo para última hora e até a credencial de imprensa imprimi na entrada do evento, e tudo ocorreu sem problemas.

Disse que o São Paulo Expo é imenso e não é exagero. Foram corredores amplos e abarrotados de expositores. Ótimo para caminhas e queimar umas calorias. Muitas conferencias, muitas coisas para ver e meu tempo contadinho. Deixo aqui minhas breves impressões sobre a feira.

As conferências

Metal Gear Survive – A Konami vem dando bola fora faz tempo, e depois de toda confusão envolvendo a saída do Kojima da empresa ficou muito estranho anunciar logo de cara um novo jogo da franquia Metal Gear. Especialmente por se tratar de um jogo de baixo orçamento e fugir completamente da essência de espionagem da série. É um shooter de zumbis genérico “no mundo de Metal Gear”. O vídeo de demonstração do jogo estava ok, mas não consigo para de me perguntar qual o sentido da existência desse título. Ainda destaco a precariedade da apresentação, já que o gerente de produto do Metal Gear não estava presente devido à falta de visto de entrada no Brasil. Quem fez a breve apresentação foi o gerente de produtos do PES, que claro não sabia muita coisa a respeito de Metal Gear. Resumindo, tem tudo para ser outra bola fora da agora odiada Konami.

PES 2017 – Já digo logo de cara que não jogo PES ou FIFA. Mas lá estava eu. A apresentação foi basicamente vídeos e slides de Power Point. Precário? Sim. Mas não me desagradou o que foi apresentado. Destaco a novidade de poder jogar com os grandes jogadores de todas as épocas nos times, incluindo aí Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e cia limitada e parcerias exclusivas com times brasileiros.

The Last Guardian – Eu era um que estava no hype do jogo e tive a chance de assistir quase 30 minutos de um demo jogável. Decepção? De jeito nenhum. Eu particularmente curto bastante jogos que criam um clima de solidão e achei tudo que vi interessante. Mas não tenho que ser realista. O jogo que está a mais de uma década em desenvolvimento tem uma cara defasada em todos os aspectos, visualmente parece um jogo de início da era PS3 rodando a 30 FPS e texturas em baixa resolução. É um jogo single player baseado em puzzles. Eu curto. Mas acho que dificilmente vai cair no gosto das massas. Definitivamente uma experiência única, mas de nicho. Na BGS anunciaram a data de 25 de outubro para lançamento, mas já foi adiado mais uma vez. Impossível fazer jus ao hype, mas anda assim é um jogo que aguardo com boas expectativas apesar de toda defasagem.

Resident Evil 7 – Não tenho PS4 em casa ainda, essa foi minha chance de jogar a demo de Resident Evil 7. Sou fã de longa data da série, que vem de altos não tão altos assim e baixos bem baixos. Estou falando de Resident Evil 6, um dos piores, senão o pior jogo da série na minha humilde opinião porque abandonou o terror para ser um jogo de tiro praticamente. A demo de Resident Evil 7, nesse ponto em particular está terror na veia! Sombrio, sangrento e violento. Muito mais que qualquer outro jogo dá série. A franquia Resident Evil tem aquele jeitão de filme B de terror, daquele que assusta, mas é um assustar quase que engraçado. Já a demo de RE7 está mais para o massacre da serra elétrica, é um terror mais sério, visceral. Eu gostei. Mas também foge bastante da essência da série. Muda a perspectiva do jogo para primeira pessoa e no pouco tempo que tive para testar não vi nada relacionado a história central da franquia, então me parece ser ou um reboot ou um jogo diferente com o nome Resident Evil estampado nele. Qualquer que seja o caso, me agradou e estou na expectativa também.

Considerações Finais

Essa foi minha segunda BGS. Comparando com 2015 foi um evento completamente diferente. Muito melhor. Tive muito menos tempo para ver as coisas, saí sem apreciar pelo menos metade do que a feira tinha para mostrar. Mas fui com o objetivo de fazer a cobertura com o VGDB, e nesse sentido foi maravilhoso. As amizades, a galera reunida, foi massa demais e apesar da correria me diverti horrores, conheci muita gente, fiz muitos amigos e certo que ano que vem tem tudo para ser melhor ainda.
Para uma cobertura mais ampla do evento, dá uma passadinha no VGDB, tanto no site para as matérias quanto no youtube para os vídeos porque a cobertura do evento foi excepcional, um trabalho primoroso de todos.

E por último deixo aqui um bate papo incrível que tivemos na sala de imprensa no encerramento do primeiro dia do evento. Só os feras conversando sobre a BGS e eu humildemente participando ali no meio, com Sandro Chaoling (canal JogaNerds), Celso Affini (Defenestrando Jogos), Juan (SnesTalgia), Vitor Issui (Poeira Jogos), Jorge Miashike (Diário de Guerra do Colecionador, Brazucagamer), Tranka (Tranka Street), Edu Peixoto – ED! (Aperte-Start.net), Leandro Vallina (Filmes e Games) e Rodrigo Vigia – Jogatinas Saudáveis, todos em um só vídeo. Forte abraço!

38º Encontro do Canal 3

38º Encontro Canal 3

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Olha só, não tem maneira fácil de dizer o que eu vou dizer. Não gosto de dar notícias ruins, mas eu estou falando com você. Aquele indivíduo que curte video games antigos, que curte pizza, breja, refri e muita bagunça com os amigos. Lamento muito, mas muito mesmo, te informar que neste último sábado dia 30 de Abril, se você não estava no mesmo local que eu, você perdeu. Perdeu a chance de encontrar outros 200 malucos como você, de jogar muito video game, de comer, beber e se divertir. Vacilão. Mancada.

Introduzindo o 38º Encontro do Canal 3

Antes de falar do encontro, melhor explicar para quem não conhece o que é o Canal 3. É um bando de tarados por video games antigos. É uma lista de discussão que tem página no facebook. Conversamos diariamente sobre video games velhos. Pong, Atari, NES, SNES, Master System, Jaguar, Amiga, MSX, Playstation, Xbox, Gameboy, Megadrive, enfim, vale tudo menos a geração atual. Dito isso uma ou duas vezes por ano a galera se reúne e esse é o encontro do canal 3.

A pedido do MC Rodrigo Pasetchny, seguem mais detalhes de como participar do Canal 3

Enviar mensagem:
canal-3@yahoogrupos.com.br

Assinar :
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Ou ainda diretamente com ele:
rodrigo.pasetchny@gmail.com

A primeira vez a gente não esquece

Tem uns bons anos que eu converso com esse povo e só agora conheci pessoalmente. Foi muito massa, legal demais. A galera vem de todos os cantos do Brasil. Eu saí da República de Curitiba direto para o salão de festa do encontro, tudo fantasticamente organizado pelo Rodrigo Pasetchny (valeu por tudo Rodrigo, teu trabalho é sem preço!). Eu acordei as 6 da matina, frio para kct e só fui chegar em casa depois das 22h. Mas valeu cada minuto. Tem muita coisa para olhar, muito o que fazer, muita gente para conhecer. Eu sou um cara introvertido e em pouco tempo já estava bem a vontade. A galera é muito receptiva, gente boa demais.

Encontro de video game antigo, quem vai nisso?

Primeiro que se você realmente fez essa pergunta, deixo aqui meu dedo médio em riste. A resposta é muita gente, foram quase duzentos cabras em um salão que também é grande. A mapa do encontro era mais ou menos assim, um canto ocupados por inúmeros consoles prontos para jogatina, outro canto ocupado por vendedores e o meio ficou para o povo circular e também para a fila da comida.

Os vendedores, as negociatas e aquisições

Tinha bastante coisa a venda para todo tipo de console, preços variados. Bastante coisas acessíveis e outras absurdamente caras. Negociando dava para sair com coisas legais. Sinceramente se tivesse dinheiro sobrando levava tudo que via pela frente. Para quem está acostumado a ficar comprando por mercado livre, ebay e afins, ter a oportunidade de comprar as coisas pessoalmente e negociando com o vendedor é muito melhor, e aqui no bananal é algo raro de acontecer. Eu levei uma verba estratégica e comprei algumas coisas, uma delas foi algo que eu não esperava encontrar por lá e foi uma compra praticamente obrigatória. O primeiro video game que eu tive foi um Game & Watch da Nintendo chamado Fire.

A jogatina

Muita coisa interessante. Joguei no campeonato de Warlords e consegui me matar em poucos segundos. Joguei Mario Tenis no Virtual Boy. Vermelho, tudo muito vermelho. Foi uma partida de uns 5 minutos e meus olhos cozinhando. Que diabos a Nintendo estava pensando quando lançou essa tranca no mercado? Algo literalmente nocivo aos olhos. Bizarro. Joguei Neo Geo MVS, MSX Zemix, Penguim Adventure no super module do coleco, Lion hart no Amiga 1200.

Os Amigos

Essa é a melhor parte de tudo e foi muito bom ter a oportunidade de conhecer a galera pessoalmente. Conversei com bastante gente, mas não sei o nome de todo mundo :) Então Edson Godoy (VGDB), Betine Mendes, Ricardo Wilmers, Rodrigo Pasetchny, Bruno Drago, Andrews, Gilão, o Dablio, Gilson, o pessoal da Warpzone, valeu galera! Tinha até gente de Curitiba lá que eu não tive chance de conversar. E aqueles que eu não guardei o nome, da próxima vez não falha :)

Recordações

Para finalizar, deixo algumas fotos que tirei do evento. Sem dúvida o encontro do Canal 3 é algo que fica marcado na memória e é algo que todo mundo que gosta de video game deveria ir pelo menos uma vez para conhecer. Valeu povo!

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Brasil Game Show 2015

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Eu tive o prazer de participar da Brasil Game Show 2015 no Expo Center Norte em São Paulo. E de forma geral achei muito bacana e aqui vão minhas impressões sobre o evento.

A Chegada

Para quem não conhece, o Expo Center Norte é um pavilhão de eventos enorme. Então passando pela catraca dei de cara com um espaço gigantesco abarrotado de video games, ponto positivo para a Brasil Game Show 2015!

Eu fui no primeiro dia reservado para a imprensa e os VIPS, então estava bem tranquilo de andar pelo evento. Mas senti falta de representantes que pudessem falar sobre o que estavam demonstrando, principalmente nos stands da Microsoft e Sony.

Os jogos grandes

Boa parte do espaço estava reservado para as franquias super manjadas como FIFA, Assassins Creed entre outras tantas. Street Fighter V e Battlefront também marcaram presença, mas o que eu gostei mesmo foi de jogar o novo Tomb Raider no Xbox One. Quem gostou do primeiro vai gostar ainda mais desse, jogão! Foi quase uma hora de fila, mas valeu a pena.

Cuphead

Outro jogo que me impressionou foi o Cuphead também no Xbox One. Um jogo arcade com gráficos estilo desenho anos 30-40, tudo muito bonito e muito bem animado. Joguei duas fases diferentes, uma estilo shmup lateral e outra no estilo metal slug / contra. Divertido. Também pude ver Battletoads no Killer Instinct.

Já do lado da Sony quase nada de novidade. Tinha Uncharted 4, mas era o mesmo que já foi visto na E3. Mas vou destacar a versão de PS4 do excelente Horizon Chase. Ficou ótimo na telona e muito melhor de jogar com um controle nas mãos.

Os jogos indie

O espaço reservado para os indies brasileiros era grande. Mas fiquei com a impressão que o evento não deu o mesmo suporte que as grandes empresas receberam na questão de estrutura. O espaço estava bom, mas meio escondido. Mas ainda assim foi lá que consegui me sentir em um evento dedicado aos gamers, interagir e conversar sobre video games com os desenvolvedores foi muito bom, e disparado o que mais gostei da Brasil Game Show 2015. Tinha muita coisa boa, conversei com cerca de 20 estudios de todos os cantos do Brasil. Ponto positivo novamente.

Tiny Little Bastarts da Overlord Game Studio

Um action RPG de plataforma com pixel art de altíssima qualidade e cheio de humor.

Libertatem da DNA Studios

Uma jogo de exploração e mistério no estilo Noir. Está rolando campanha de financiamento para o jogo no kickante.

Da Wolves da Reloaded Studios

Um shmup ou jogo de navinha com uma mecânica de armas interessante e potencial para ser muito bom.

Muitos jogos mobile, muita coisa em estágio alpha ou pré-alpha mas mostra que o mercado de games brasileiro está crescendo a passos largos.

As lojas

Tinha Americanas, Saraiva, Razer, Nvidia e varias outras lojas de colecionismo e cultura geek. Sai de lá com dois Pop Vinyl de Attach On Titan. A editora Europa teve bastante espaço também. Bastante variedade, mas na questão dos preços não vi oferta alguma, infelizmente nesse ponto achei que o evento deixou a desejar.

Os extras

– Um arcade enorme abarrotado de máquinas neogeo. Mais um ponto positivo!
– Um mini-museu retro, com muitos consoles antigos. Outro Ponto positivo, mas pena que era sé exposição, não tinha nada para jogar.
– Praça de alimentação gigante. Boa variedade, porém os preços beiravam o abusivo, especialmente considerando o tipo de comida servido.

Conclusão

A Brasil Game Show 2015 foi boa. Algumas coisas deixaram a desejar, mas a impressão geral foi muito positiva. A escala e a variedade surpreenderam, mas em alguns momentos me senti mais em uma lan house gigantesca do que em um evento sobre games.