Battlefield V

A (não) controvérsia de Battlefield V

1280 720 ED!

Minha postura é sempre pró-consumidor. Sempre recomendo o mantra “fale com a carteira”, especialmente com videogame. Já deu de empresas bolarem esquemas maquiavélicos para tirar cada centavo que você tem no bolso, transformando jogos em caça níqueis. A EA em particular é uma das mais podres nesse quesito. E parece que os consumidores finalmente estão tomando uma atitude contra isso.

EA é um empresa como qualquer outra, busca lucro máximo certo? Tem maneiras e maneiras de fazer isso, e aos meus olhos sua metodologia é nefasta e completamente anti-consumidora. Ela ganha bilhões de dólares com seus esquemas ultimate team no FIFA e tenta aplicar isso em todos os demais jogos. É por isso que vimos o fiasco das loot boxes em Battlefront 2 por exemplo. E Battlefield V, o próximo grande lançamento da empresa, está levando uma surra da concorrência nas pré-vendas, em uma potencial jornada rumo ao fracasso. E as razões não são poucas.

Primeiro ponto é a janela horripilante de lançamento, Battlefield V praticamente junto de Call of Duty Black Ops 4 e Red Dead Redemption 2. Concorrência pesadíssima, Black Ops 4 está no mesmo nicho de Battlefield V e Red Dead Redemption 2 é um dos jogos mais aguardado dos últimos anos. E quando eu disse levando uma surra nas pré-vendas, estou falando de 85% a menos do que Black Ops 4.

Battlefield V se passa na segunda guerra mundial e tem mulheres com próteses robóticas no campo de batalha. Acredite ou não, isso causou todo tipo de controvérsia entre os próprios fãs da franquia. Os puristas que dizem que o jogo não é mais historicamente correto porque as mulheres não tiveram toda essa proeminência na segunda guerra mundial, e os defensores da justiça social querem a todo custo a presença de mulheres no jogo.

Gente, alguém por favor me explica aí nos comentários qual é a controvérsia em ter mulheres nos videogames, porque eu realmente não sei. Some a isso o fato de um desenvolvedor do jogo chamado Oskar Gabrielson  ir a público dizer o equivalente a “Vocês vão ter que engolir a presença de mulheres no jogo porque elas não vão a lugar algum.” Que vigor não? Mas na prática ele segmentou seus próprios consumidores na metade, não me parece a atitude mais inteligente do mundo. Vocês não sentem falta de quando videogame era só videogame? Agora querem enfiar politização e agenda social em tudo, que saco.

Também não ajudou quando o até então CEO da DICE (estúdio responsável pelo jogo), Patrick Soderlund disse “Não gostou, não compre. Vocês não são educados na história da segunda guerra mundial.” Aí fica difícil né? Quando a empresa destrata o próprio consumidor algo está errado. A EA criou para si mesma uma imagem péssima, de desconfiança e frustração, e muitos não dão mais crédito a empresa, e não acreditam que ela não vá destruir o jogo. Tudo isso junto ajuda a explicar o número baixo de pré-vendas, que pode ou não, ser um indicador de fracasso do jogo, só o tempo dirá.

E esse foi o post do dia 22 de agosto, sempre lembrando que aqui no blog Aperte Start tem post todo dia. Também não se esqueça de se inscrever no nosso canal do youtube para não perder nada. E já sabe né? Curtiu, comenta e compartilhe com seus amigos. Eu sou o ED, até amanhã!