dezembro 3, 2016
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Xbox no Japão – Parte 1
Todo mundo sabe que o Xbox nunca teve vida fácil no Japão, mas por que será que isso aconteceu?

Xbox no Japão – Parte 1

Xbox no Japão
Induzido por ED! em 06-08-2017! Uuhuuu!

30 de Março de 2001

Nesta data cerca de quatro mil serumaninhos estavam reunidos no Makuhari Hall para a Tokyo Game Show, incluindo aí todos os cabeças da Capcom, Square, Tecmo, Sega, Namco e outros. Todo mundo reunido para conhecer o Xbox do Tio Bill Gates. E quando Bill Gates (até então um dos caras mais famosos do planeta #diva) aparecia em um evento, era para mostrar que a parada era séria. O evento tinha tudo para ser um sucesso, arrebatar corações e o novo console da Microsoft entraria no mercado japonês com o pé direito #SQN. Mas se a Microsoft entrou com o pé direito, entrou sem tirar o sapato e esqueceu que tinha acabado de pisar no cocô, porque como é sabido #gameofthrones, o xbox foi um completo fracasso no japão e até hoje tem muita dificuldade por lá.

No japão tudo é diferente

A Microsoft tinha um plano muito bem pensado #grandebosta. Tio Bill começou reconhecendo a importância do japão para o mercado dos games, e mencionou em especial uma pessoa chamada Isao Okawa, ex-presidente da SEGA que havia falecido duas semanas antes do evento. Parecia que ia tudo bem, mas foi aí que o leite começou a azedar. Bill Gates manjava nada de japonês, tudo que ele dizia era traduzido para o Nihon Go em tempo real por um exército de tradutores. Japonês não é um idioma simples e é certo que muita informação foi perdida ou alterada nesse processo. O fato é que depois de falar sobre Isao Okawa, Tio Bill emendou que a SEGA tinha 11 jogos planejados para o Xbox, incluíndo aí Panzer Dragoon, Gun Valkyrie e vários outros títulos.

Em seguida Bill Gates anunciou que a divisão xbox do Japão seria tocada por Toshiyuki Miyata, ex-chefe de desenvolvimento de jogos da Sony. Ele seria o responsável por abastecer o Xbox com jogos voltados para o mercado japonês. E mostrou o controle do xbox remodelado especialmente para os japoneses, falou de como o HD dentro do xbox era importante, mostrou demos de jogos, inclusive de produtoras japa como Konami e Tecmo, tudo isso para mostrar que o Xbox já tinha garantido o apoio das produtoras locais. Parecia que tudo tinha ocorrido como planejado. E de certa forma ocorreu mesmo. Ou quase tudo.

Ops, foi mal!

Depois de uma apresentação desse porte é normal aguardar algum tipo de feedback, algum tipo de resposta do mercado. Mas nada, só silêncio. Tanto é que o Tio Bill voltou para sua cápsula criogênica cansado de tanta ansiedade. Mentira, eu não sei para onde ele voltou. Mas o silêncio já era um indício que caiu um pelo na sopa da Microsoft. Até que um belo dia um carinha chamado John Grainer chamou o Tio Bill e seu fiel escudeiro Kevin Bachus para conversar. Grainer era um veterano da indústria que na época morava e trabalhava no Japão e tinha um entendimento muito melhor sobre a cultura local e a forma de pensar japonesa.

O teor dessa conversa foi mais ou menos o seguinte. A CESA, que organizou a Tokyo Game Show daquele ano estava P da vida #dominó com a Microsoft. O motivo de tanta braveza era que havia um script pré-aprovado para a apresentação, mas na hora o Tio Bill deu aquela improvisada, aquela alterada esperta no conteúdo e isso pegou mal demais. No script pré-aprovado Tio Bill falaria muito mais sobre o momento da indústria dos jogos, mas ao invés disso ele tentou vender o xbox com todas forças. Isso foi visto como algo desrespeitoso e basicamente enfureceu muita gente importante, e logo de cara o Xbox perdeu o suporte de produtoras, desenvolvedoras e afins #cagadamaster. Foi um péssimo começo.

Bill Gates ficou com aquela cara de bunda, de quem não entendeu nada, porque era exatamente assim que era feito nos Estados Unidos em eventos semelhantes como a E3. Como imaginar a possibilidade que em uma cultura completamente diferente as coisas poderiam funcionar de outra forma? Como? Como? #vacilão.

E por mais que Grainer tentasse explicar, tanto Bill como Bachus não acreditavam que as pessoas não haviam gostado da apresentação, e incrédulos queriam uma outra chance para tentar explicar como as coisas funcionam. Mas porque eles tinham feito cocozinho na TGS, havia muita resistência à essa idéia e uma enorme desconfiança de que eles não iriam seguir o script novamente, e em ato de arrogância que só as divas master conseguem ter, o Tio Bill declarou que não era possível agradar todo mundo o tempo todo #WOW.

E a parte 2?

E por enquanto é isso amiguinhos, essa matéria continua semana que vem na parte 2 CASO exista interesse da parte de vocês meus prezados leitores, para isso basta curtir, comentar e compartilhar nas redes sociais beleza?

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  • Jorge Miashike

    Belo review, apertei o like e compartilhando em todas as redes.

    • ED!

      amiegan, assim esse velho coração hipertrofiado fica repleto de alegria kkk

  • Helder.

    eu acho que eu ri mais na hora que eu Li
    “Tio Bill entrou na câmara criogênica” hauiahauihauihaiuHIUAHIUAH.
    Muito bom o apontamento até mesmo porque os Japoneses com esse nacionalismo acabam deixando de participar de muitas coisas valorosas ao redor do Mundo.

    abraço Ed.

  • Juliano Coelho

    Quem manda ir na casa dia outros se achando…

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