dezembro 3, 2016
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Super Nintendo
Quem nunca ouviu falar do Super Nintendo? Um dos consoles mais importantes da história é o tema desta matéria especialmente escrita para o canal snestalgia.

Super Nintendo

Será o melhor console da Nintendo?
Magnificamente escrito por ED! em 05-03-2017! Uuhuuu!

Abigos, quem não ouviu falar pelo menos uma vez na vida de um videogame chamado Super Nintendo? Se você é uma pessoa que gosta de games e nunca ouviu falar dele, só lamento, porque você perdeu um capítulo muito importante da história dos videogames.

Mas porque foi tão importante? Afinal o que esse tal de Super Nintendo tem de tão especial? É isso que vamos responder nesta matéria escrita especialmente para a comemoração de 80 Mil inscritos do canal Snestalgia. O que eu sempre digo é que para entender alguma coisa no presente, temos que olhar para o passado. E é isso que vamos fazer hoje.

Genesis does what nintendon’t

Essa frase aí do título ficou famosa e foi usada incansavelmente pela SEGA (com razão) para detonar a Nintendo. E muito deu certo por um tempinho, mais ou menos entre os anos de 1989 e 1991. Mas espera aí, vamos por partes. O Nintendinho chegou nos Estados Unidos em 1985, dois anos depois do seu lançamento no japão com o nome de Famicom em 1983. Foi o console responsável por revitalizar o mercado dos consoles americano após o crash de 1983. Vendeu mais de 16 milhões de unidades e dominou o mercado praticamente sozinha durante quase meia década e deu muita porrada no coitadinho do Master System. Mas isso começou a mudar com a chegada do Sega Genesis em 1989, e foi a vez da Sega ir a forra e humilhar a Nintendo só para variar.

E de fato, o Sega Genesis era um monstro de poderoso comparado ao Nintendinho, e a frase Genesis does what nintendon’t era marketing, mas também era a mais pura verdade, não havia como comparar os dois consoles. Houve uma era em que a Nintendo queria ser a primeira e queria competir no mercado para vencer, bem diferente da atual realidade não é mesmo? Hoje, lamentavelmente ela se contenta em ser a segunda ou terceira opção dos jogadores #bonstempos. Cansada de ser detonada pela Sega, em 1991 o Super Nintendo chegou nos Estados Unidos, um ano depois do seu lançamento no japão. E chegou para fu#%$.

Por que Super?

O processador central do Nintendinho é uma CPU de 8-bit conhecida como 6502. Já o processador do Super Nintendo é o 65c816 com um clock de 3.58 MHz. O 65c816 é literalmente um super 6502, inclusive no projeto inicial do Super Nintendo ele seria retrocompatível com o Nintendinho, e é pela retrocompatibilidade que ele tem um clock relativamente baixo. Na prática isso quer dizer que ele é meio lento mesmo, e como sabemos no final das contas, a retrocompatibilidade foi descartada por questão de preço já que deixaria o SNES mais caro, mas também por uma questão de marketing, já que a Nintendo queria se distanciar um pouco do Nintendinho que vinha levando uma surra da Sega durante os últimos anos de sua vida. E anota aí, porque marketing é parte importante da história do Super Nintendo. #Marketing

Mas voltando aos specs do SNES, apesar da CPU meio lenta, o Super Nintendo era um console capaz de coisas incríveis graças a sua arquitetura inteligente. Entenda, a CPU cuidava apenas das tarefas mais simples e triviais, e o processamento pesado ficava com os outros chips do console. Quais chips são esses? Vamos por partes #jack.

A Espetacular PPU do SNES

PPU quer dizer “Picture Processing Unit”, vulgo processador de gráficos.

Muito se reclama hoje em dia que o salto gráfico entre as gerações de consoles é pequeno. Que a diferença entre um Playstation 4 e um Playstation 3 não é tão grande assim, mesma coisa com o x360 e Xbox one. Eu sou um que vejo situação mais ou menos dessa forma, foi um salto bem modesto. Mas nem sempre foi assim.

O salto gráfico do Nintendinho para o Super Nintendo foi algo colossal. Foi um evento que quem teve o privilégio de viver na época nunca mais se esqueceu. Na era 16-bit não existia 3D, fullHD e toda essa presepada. O que importava era velocidade, cores, sprites e áudio. De forma bem simplificada, vamos dar uma olhada no que o SNES podia fazer?

O SNES tinha uma paleta de 32,768 cores a disposição, normalmente mostrava 256 por tela, mas os programadores ninjas conseguiam mostrar mais que isso e até as 32,768 em certos casos. Mostrava 128 sprites simultâneas, 32 por linha e a resolução de tela mais comum de ver era 256×224 mas podia chegar até 512×448.

Para efeito de comparação o Nintendinho tinha uma paleta de 54 cores e mostrava no máximo 25 ao mesmo tempo. Máximo de 64 sprites simultâneas, 8 por linha. Já a resolução de tela também era 256×224.

Agora muito mais importante que comparar com o Nintendinho, era comparar com o console rival da Sega. Paleta de 512 cores, 64 simultâneas. Máximo de 80 sprites ao mesmo tempo e resolução máxima de 320×224.

Mas a carta na manga do Mega Drive era a CPU Motorola 68000 rodando a 7.68 MHz, que graças a mais uma jogada de marketing, a SEGA chamou essa diferença de velocidade de Blast Processing e conseguiu manter o Mega Drive relevante e vivo no mercado por mais algum tempo. De fato o Mega Drive tinha mais força bruta e era um console mais rápido, e na verdade essa era a única vantagem aparente em termos de specs do console da SEGA, que por ser mais antigo era inferior em tecnologia em quase tudo.

Não fosse isso suficiente, a PPU do SNES era tão poderosa que tinha diversos modos gráficos e fazia efeitos incríveis com um pé nas costas, e o que ficou mais famoso ficou conhecido como Mode 7, capaz de gerar efeitos de escala e rotação em tempo real, coisa que o Mega Drive nem sonhava em fazer.

Audio Revolucionario

Arrisco dizer que não tem nenhum outro console com um som tão próprio e característico quanto Super Nintendo. O processador de som dele se chama Sony SPC700 e tem 8 canais de som que podem tocar simultaneamente. Reparou que o nome é SONY SPC700? Pois é, que criou o design desse chip foi ninguém menos que Ken Kutaragi, é esse mesmo Ken Kutaragi que foi durante muito tempo um dos manda chuvas da Sony Computer Entertainment #mundopequeno.

Diz a lenda que um dia Ken assistia sua filha jogar Famicom e percebeu o verdadeiro potencial dos videogames. Naquela época ninguém enxergava games como um negócio a ser levado a sério dentro da Sony. Chegou aos ouvidos de Ken a informação que a Nintendo queria desenvolver um processador de som wavetable, então secretamente ele começou a trabalhar para a Nintendo e terminou criando o SPC700. A Sony ficou furiosa quando descobriu e quase mandou o cara embora #coitado. Mas ficou só no quase, Ken não só ficou na Sony como mais tarde virou CEO da mesma. Mas voltando ao SPC700…

Você notou que eu usei o termo wavetable. Que tranca é essa? Durante muito tempo o som gerado por computadores era sintetizado, ou seja era criado através de frequências moduladas (som FM, como o Mega Drive) ou de ondas quadradas (como o Nintendinho).

Wavetable é um processo diferente, usa bancos de instrumentos que são gravados digitalmente e acessados e manipulados pelo processador de som. Então piano é piano, violino e violino e assim por diante, são instrumentos reais. Essa é a razão do som do Super Nintendo ser tão diferente dos demais.

A qualidade do áudio do Super Nintendo ninguém discute. Foi uma escolha inusitada e ousada da Nintendo #bolas. No entanto já reparou que os jogos de Super Nintendo soam mais ou menos parecidos? Quase sempre tem aquela pegada meio orquestrada? Isso funciona bem em determinados tipos de jogos, outros pedem uma pegada mais sintetizada mesmo e aí o Super Nintendo fica devendo um pouco. Apesar do som FM ser considerado inferior, nesses casos tem jogos que soam melhor no Mega Drive, um exemplo famoso disso é o Earthworm Jim. Por outro lado quando o jogo encaixa no estilo do Super Nintendo o resultado é espetacular #ActRaizer #ChronoTrigger #FinalFantasy.

Tudo sob Controle

Eu fui um que nunca gostei muito daqueles controles retangulares e pontudos do Nintendinho. Usava como todo mundo, mas não curtia. Mais tarde ainda durante a era Nintendinho chegou ao mercado o controle “dog bone”, em formato de osso de cachorro e que eu acho infinitamente mais confortável. Vou além, digo que é o melhor controle para o sistema #definitivo.

O controle do SNES é uma evolução dele, no formato e na funcionalidade. Adicionou mais dois botões de ação e mais dois botões nos ombros, com um total de seis botões disponíveis, abrindo um leque enorme de possibilidades para os jogos. Até um jogo de luta como Street Fighter que usa 6 botões no arcade conseguia se adaptar ao Super Nintendo sem perder nada de essencial.

Pacote Matador

Quando o Super Nintendo chegou ao mercado americano em 1991 custando 199 trumps, haviam 5 jogos disponíveis, sendo: F-Zero (excelente jogo de corrida da Nintendo que usava e abusava do mode 7), Gradius III (bom jogo de navinha, conversão de arcade da konami), Pilotwings (outro bom jogo da Nintendo que abusava do mode 7), SimCity (jogo de simulação de cidade, eu não gosto muito, mas era algo diferente em se tratando de consoles domésticos) e Super Mario World (jogo espetacular da Nintendo). Foi uma linha de lançamento de respeito. E o detalhe, Super Mario World, o melhor jogo entre todos esses e um dos GRANDES jogos de toda biblioteca do Super Nintendo, foi o jogo que ACOMPANHAVA o console #saudades #bonstempos.

Comprou o console já vinha junto um jogo AAA para jogar. Qual foi a última vez que isso aconteceu nos tempos modernos? Poderia citar o WiiSports, mas não vou #citeimesmoassim. WiiSports foi um jogo bacana para o Wii, divertido, mas não é um AAA nem em sonho. Hoje a prática comum é o console vir sem jogos (muito menos um jogo AAA) e com apenas um controle. Já pensou comprar um PS4 com God of War 4 no lançamento? Ou Xbox One com Gear of War 4? Só em sonho mesmo #vamossonhar.

Longa Vida ao Super Nintendo

Falamos de quase tudo até agora. Hardware espetacular e revolucionário, preço justo com jogo AAA incluído. E o que aconteceu depois do lançamento? Sucesso absoluto. O novo console da nintendo chegou e chutou bundas.

Quase 50 milhões de unidades vendidas no mundo. Até aquele momento só perdia para o Nintendinho que vendeu quase 62 milhões de unidades. Mais de 1500 jogos lançados (incluindo os jogos japoneses e europeus) e uma legião de fãs espalhados pelo planeta. Mas e os jogos?

Super Mario World, Gradius 3, Final Fight, Zelda: A Link to the Past, Super Metroid, Earth Bound, Chrono Trigger, Super R-type, R-Type 3, Actraizer, Super Ghouls’n Ghosts, Mystical Ninja, Final Fight, Super Castlevania, Dracula X, Turtles in Time, Wild Guns, Contra Alien Wars, Axelay, Demon Blazon, Megaman X, Donkey Kong Country, Starfox…a lista não termina e tenho certeza que a sua lista vai ser diferente e tão grande e boa quanto a minha.

Depois de surgir em 1990 no japão, o Super Nintendo foi oficialmente aposentado em 2003, depois de 13 anos no mercado. Deixou um legado de clássicos, histórias e acessórios como poucos. Participou ativamente da Guerra dos Consoles. Você sabe Sega x Nintendo. Super Nintendo x Megadrive? Mario x Sonic? Não? Nada? Não mesmo? #heremita.

A Guerra dos consoles marcou a era 16-bit e foi um dos eventos mais interessantes do mundo gamer. Foi uma guerra que existia mais na cabeça dos fãs e alimentada pelo marketing mutcho louco da época. Essa rivalidade toda entre Sega e Nintendo tem quem diga que nunca existiu,que eram apenas empresas querendo ter sucesso e sobreviver no mercado. Aos interessados tem um livro muito interessante a respeito chamado “Console Wars: Sega, Nintendo, and the Battle that Defined a Generation”. Rivalidade ou não foi uma época mágica de se viver para quem gostava de games. E do meu ponto de vista, apesar da brava luta da rival Sega, a Nintendo venceu essa batalha com folgas.

Super Nintendo no Brasil

Para nós aqui no bananal o Super Nintendo só foi chegar em 1993 através do que só posso descrever com um super bem bolado entre a Gradiente e a Estrela, dessa joint venture nasceu a Playtronic que durantes alguns anos fabricou o SNES em manaus. Embora a Nintendo nunca esteve presente ela mesma no Brasil, era representada oficialmente por essa bagunça aí. Além do Super Nintendo, a Playtronic também colocou no mercado nacional o NES, o Game Boy, o Nintendo 64 e segundo consta no até o Virtual Boy #nãocreio! Segundo a wikipedia movimentou bastante o mercado, chegando a vender 2 milhões de unidades de hardware e 2.5 milhões de unidades de software, nada mal! Mas a festa terminou em 2003, depois de idas e vindas a Gradiente saiu do mercado de games de vez alegando a alta taxa cambial do dólar e a grande volume de produtos piratas, colocando uma pá de cal definitiva com a parceria com a Nintendo.

Considerações finais

Quando eu olho para o meu Super Nintendo, tenho tantas lembranças boas, tantos momentos inesquecíveis que me bate uma certa melancolia. Explico, foi uma época sem igual e que não volta mais. Quem viveu e passou por isso tudo isso como eu, sinta-se um privilegiado, pois viveu um dos momentos cruciais da história dos games. Da forma como eu vejo, o SNES foi o auge da Nintendo. E digo mais, foi o seu último grande console, certamente a última vez que ela foi líder de mercado e praticamente uma unanimidade com a grande massa jogadora. De lá para cá, embora continue produzido grandes jogos, incríveis até, a Nintendo nunca mais voltou ao topo da montanha. E hoje estamos a poucos dias de um novo console da Big N, que ninguém sabe no que vai dar.

Mas isso é o presente, e nada apaga o passado brilhante do Super Nintendo. Maior prova disso é o colecionismo e a valorização absurda de tudo que está relacionado a ele. Quer ser colecionador de Super Nintendo hoje em dia? Prepare a carteira e considere vender alguns órgãos, tudo que tiver dois tá no jogo. Não sendo isso vai de emulação, everdrive ou virtual console. Só o que você não pode fazer é deixar de conhecer tudo o que o SNES tem para oferecer #ficadica.

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  • Jorge Miashike

    Belo review, apertei o like e compartilhando em todas as redes.

    • ED!

      amiegan, assim esse velho coração hipertrofiado fica repleto de alegria kkk

  • Helder.

    eu acho que eu ri mais na hora que eu Li
    “Tio Bill entrou na câmara criogênica” hauiahauihauihaiuHIUAHIUAH.
    Muito bom o apontamento até mesmo porque os Japoneses com esse nacionalismo acabam deixando de participar de muitas coisas valorosas ao redor do Mundo.

    abraço Ed.

  • Juliano Coelho

    Quem manda ir na casa dia outros se achando…

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