dezembro 3, 2016
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Papo sincero sobre a Nintendo
A Nintendo é uma empresa icônica e cheia de peculiaridades. Capaz de criar games incríveis, micos oméricos e posturas bizarras nos negócios. Vamos bater um papo sincero sobre ela?

Papo sincero sobre a Nintendo

Vamos discutir a Big N?
Transmutado por ED! em 12-12-2016! Uuhuuu!

Antes de mais nada, eu não sou um hater da Nintendo. Por outro lado, também não sou um fã boy, então este é um papo sincero sobre a nossa as vezes querida, as vezes nem tão querida assim Nintendo.

Como conheci a Big N

Vasculhando minhas memórias, meu primeiro contato com um vídeo game da Nintendo foi com o Game & Watch do Donkey Kong, aquele laranja de tela dupla. Meu primo tinha um e eu jogava de vez em quando. Mais tarde eu ganhei um Game & Watch Fire comprado na galeria Pagé em São Paulo, e como eu adorava aquilo. Joguei muito nos modos A e B, no A eu conseguia zerar, no B não me lembro de ter conseguido. Depois ganhei um Donkey & Kong Jr e também joguei muito. Como o próprio nome diz, além de mini-game, o Game & Watch era um relógio com alarme, até usava para me acordar para ir para a escola e eu achava o máximo.

Um belo dia fui apresentado ao Atari 2600 e deixei de lado os Game & Watches. Mas o nome Nintendo ficou marcado na minha lembrança como sinônimo de vídeo game. Do Atari eu fui para o Odyssey, de volta para o Atari e um dia conheci o MSX. Foi no MSX que conheci jogos como Gradius, Castlevania e Hyper Olympics. Passei muito tempo só querendo saber de MSX. Era MSX na terra e Deus no céu.

Havia uma loja chamada MSX Projetos, eu ia lá direto comprar jogos. Em uma dessas idas havia se formado uma rodinha, e no meio dela tinha um clone de Famicom com uma pilha de cartuchos. Entre vários jogos tinha Castlevania 2, vindo do MSX era algo que eu sempre quis ver e nunca soube que existia, pirei! Foi aí assim que descobri que a Nintendo continuava no mercado de games. Infelizmente nunca tive um Nintendinho na infância e só jogava na casa de amigos. Então eu vivi a fase do Nintendinho meio de longe, mas gostava do que via e a Nintendo já tinha conquistado minha simpatia.

Um salto no tempo e eu comprei um SNES usado que veio com Super Mario World e Contra: Alien Wars. Joguei muito ambos, depois me lembro de ter comprado Dracula X e o Batman da konami. Também joguei Final Fight, Gradius III, Actraiser, Pilot Wings, Big Run e Zelda a link to the past. Eu adoro esse jogo e por sinal foi meu primeiro Zelda. Não me lembro do destino desse SNES, mas foi meu último console da Nintendo até comprar um Wii. Na geração do N64 eu estava no Playstation, e na do Game Cube no Playstation 2.

Dualidade existencial

De novo, não sou hater da Nintendo, reforçar isso nunca é demais. É possível gostar de algo e ao mesmo tempo enxergar defeitos e problemas. Faz parte, é saudável! Dito isso é hora de dividir a Nintendo em duas: a Nintendo brilhante e a Nintendo fiasquenta.

A Brilhante

Como não gostar dessa Nintendo? Mario, Luigi, Zelda, Link, Koopa, Samus, Kid Icarus, Kirby, Donkey Kong. Quantos personagens icônicos e jogos incríveis ela produziu? A lista é grande em ambos os casos. Super Mario World vinha junto com o SNES, um jogo AAA, incrível mesmo.

A Nintendo é uma empresa japonesa cheia de peculiaridades. Dominou o mercado de consoles por muito tempo e no mercado de portáteis não tem para mais ninguém. A estratégia da Nintendo nunca foi ter o console mais poderoso. Ela sempre buscou criar algo que fosse bom o suficiente e acessível. Foi assim que ela dominou a era de 8bits com o Nintendinho e a 16 bits com o Snes. Com isso e com táticas de negócios bem agressivas né. O Master System em termos de hardware é um console superior ao Nintendinho em quase tudo, no entanto isso pouco importou porque a Nintendo assegurou muitos contratos de exclusividade com as produtoras de jogos (na prática um monopólio) que tirou qualquer chance de sucesso duradouro do Master por anemia de software, especialmente nos Estados Unidos.

Quem vê a Nintendo hoje não imagina a sua origem humilde, em 1889 no japão ela produzia manualmente cartas de baralho conhecidas como Hanafuda. Foi só em 1966 que ela passou a se aventurar na produção de brinquedos eletrônicos. Todo mundo conhece a Nintendo Zapper certo? Aquela pistola usada para jogar Duck Hunt. O pai dessa pistola se chamava Nintendo Beam Gun e funcionava com energia solar, que tal? Em 1972 ela participou da produção da light gun do Magnavox Odyssey e foi assim que a Big N se envolveu no mercado de vídeo games pela primeira vez, chegando até a distribuir o Magnavox Odyssey no japão.

Em 1977 lançou seu primeiro console, um clone de pong chamado Color TV Game 6 e daí não parou mais. O Famicom foi lançado em 1983 no japão e o Nintendinho em 1985 nos Estados Unidos, quase 100 anos depois da produção das primeiras cartas de baralho. E a partir daí ela inundou o mundo com franquias e personagens que vão ficar para sempre na história dos games. Que saga não? Isso é uma versão super resumida das origens da Big N, afinal esse texto não é sobre isso. Não posso deixar de mencionar o sucesso avassalador da BIG N com os portáteis. Gameboy, Gameboy Color, Gameboy Advance, Nintendo DS e Nintendo 3DS. E aí eu repito para você, como não gostar dessa Nintendo? O que nos leva ao próximo tópico…

A Fiasquenta

Até mesmo uma empresa brilhante como a Nintendo é capaz de fazer burrices e trapalhadas inacreditáveis. Na minha opinião o primeiro grande mico foi o Virtual Boy. Um console capaz de gerar só preto e vermelho e que em poucos minutos pode induzir ataques epilépticos, dores de cabeça, cansaço nos olhos, e que foi retirado do mercado às pressas fazendo o mínimo de alarde possível. Como é que isso CHEGOU ao mercado nesse estado? Como é que isso PASSOU nos controles de testes?

O que dizer das negociatas fracassadas que acabaram por criar nada menos que o Sony Playstation? Apenas o concorrente que deixou a Nintendo comendo poeira daquele momento em diante. E o N64? Por medo da pirataria entre outras coisas, insistiu no formato de cartucho quando o formato de CD estava decolando, mais barato e com muito mais capacidade. E o que é aquele controle tridente feito para quem tem três mãos e mais ou menos uns 15 dedos disponíveis. Deu no que deu. Quando a BIG N finalmente aderiu a mídia óptica, foi com um Mini DVD no GameCube, de novo capando a capacidade de armazenamento do console, e nem DVDs comuns ele tocava. E deu no que deu de novo.

E aí veio o Nintendo Wii. Um console que vendeu 101 milhões de unidades era para ter um legado muito melhor não? Apesar de ter vendido tanto e feito rios de dinheiro para a BIG N, também fez mal a empresa. Certamente deixou um gosto amargo na boca de jogadores pela quantidade absurda de shovelware e estremeceu a relação com desenvolvedores third party de vez. Acho sempre difícil falar sobre o Wii porque peneirando bem se encontra jogos excelentes. Tudo o que aconteceu de errado com o Wii dá um texto a parte, quem sabe outro dia.

E chegamos ao WiiU, que a Nintendo achava que teria o mesmo sucesso de vendas do Wii, e não teve. Dessa vez a estratégia de lançar um console somente bom o suficiente não deu certo e a concorrência não deu chance para o coitado do WiiU. Logo perdeu o suporte das produtoras third party e aí selou seu destino de vez. WiiU é um nome estranho para caramba, o marketing do console foi inexistente, até hoje tem gente que acha que WiiU é um tablet para o Wii. E não me chamem de hater ainda (aguardem mais um pouco kkk), o WiiU tem jogos brilhantes produzidos pela Nintendo. Mas só pela Nintendo. Um jogo por ano, quem sabe dois. Aí fica difícil né?

O Nintendo Switch

Quero ser justo e deixei o Switch em seu próprio tópico porque o console/portátil nem lançado foi ainda. No entanto vazaram inúmeras informações sobre ele e a Nintendo lançou um comercial recentemente. Eu preciso separar as coisas. Uma coisa foi o comercial, outra coisa foi o console.

O Comercial

Odiei. Ok agora aceito ser chamado de hater com a ressalva para o comercial apenas. Não sei nem por onde começar. Pela música irritante, pelo som de click repetido 1 bilhão de vezes, pelas cenas estapafúrdias que jamais vão acontecer na vida real. Claro, uma galera jogando basquete interrompe o jogo para jogar NBA no Switch. Ou o pessoal do churrasco no telhado conversando e bebendo até cair vão se reunir em volta da menina que tem um Switch. E claro, certeza que teremos um estádio abarrotado de gente para assistir um campeonato de Splatoon. Desculpem minha sinceridade, mas não vai rolar.

O Console

O conceito do switch é algo muito legal. Eu queria que o DS e o 3DS fossem assim, que eu pudesse carregar no bolso, chegar em casa e liga-los na TV. Se tem alguma empresa que pode fazer um conceito assim vingar, é a Nintendo. Eu torço muito para que dê certo. Muita gente comenta sobre os possíveis specs do console como um divisor de águas, eu sinceramente não acredito nisso. O divisor de águas vai ser o suporte das third parties. Se a BIG N conseguir resolver essa questão e somado os jogos da própria Nintendo, o Switch tem tudo para dar certo. O design do console parece frágil, mas isso é só a impressão que tive pelo que vi no comercial.

Decisões estranhas e conclusão

Como um ser humano comum, é difícil para eu entender a lógica por trás de algumas decisões que a Nintendo toma. Não entendo a insistência nas travas regionais. Não entendo a extrema dificuldade que a Nintendo tem com tudo que diz respeito à Internet. Não entendo a política de ferro e fogo com os vídeos dos seus próprios jogos no youtube, esse apego tão apertado ao controle de mensagem, afinal estamos em 2016 e a internet é livre.

Chego à conclusão de que a Nintendo talvez esteja presa demais a sua própria cultura e que talvez falte um pouco de sangue novo entre os tomadores de decisão. A cultura japonesa valoriza muito os mais velhos e tende a ficar fechada em seu próprio mundo. Mas isso é só uma opinião. Respeito demais a Nintendo por ela ter a coragem de tomar rumos diferentes e de tentar coisas diferentes. O mundo dos games precisa disso mais do que nunca, e é impossível imaginar esse mundo sem uma presença forte da Big N.

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  • Jorge Miashike

    Belo review, apertei o like e compartilhando em todas as redes.

    • ED!

      amiegan, assim esse velho coração hipertrofiado fica repleto de alegria kkk

  • Helder.

    eu acho que eu ri mais na hora que eu Li
    “Tio Bill entrou na câmara criogênica” hauiahauihauihaiuHIUAHIUAH.
    Muito bom o apontamento até mesmo porque os Japoneses com esse nacionalismo acabam deixando de participar de muitas coisas valorosas ao redor do Mundo.

    abraço Ed.

  • Juliano Coelho

    Quem manda ir na casa dia outros se achando…

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