dezembro 3, 2016
Flash Cart para Neo Geo AES

Esse é o flash cart que eu mais aguardava, confira os detalhes no DGDC NEWS!

» Leia mais
Abandono do Kinect é o fim da linha para os controles de detecção de movimento?
Essa matéria foi publicada originalmente na coluna Lado B do site http://www.campograndenews.com.br/ em colaboração com Edson Godoy do VGDB (Video Game Data Base)

Abandono do Kinect é o fim da linha para os controles de detecção de movimento?

Fim da linha para os controles de movimento?
Transmutado por ED! em 14-07-2016! Uuhuuu!

E aí turma, tudo beleza? Eu sou o ED! e estou de volta aqui no VGDB/Lado B com meu amigo Edson Godoy para discutir sobre um tema que já deu muito o que falar, mas que agora anda esquecido e vive no limbo da história dos games: Controle por movimento.
Tem quem gosta, tem quem não gosta nem por decreto. Mas independente de gosto pessoal de cada um, eu considero uma ideia superinteressante, mas que foi mal executada. Ou mal aproveitada, um dos dois com certeza, e provavelmente ambos!

A idéia

Desde que me conheço por gente jogo vídeo games. Em todas gerações o funcionamento básico foi o mesmo: um console e um controle para interagir com o console. E teve controle para todos os gostos: joystick de alavanca, game pad, arcade stick, paddle, tapete de dança, pistola, volante, manche e muitos outros tipos, mas todos esses são controles físicos, algo que você precisa segurar com as mãos para interagir com o jogo. Mas e se houvesse uma outra forma de interagir? Sem um controle físico? Entra em cena o controle por movimento!
Vamos imaginar que agora nós somos o controle! Eu levanto, o personagem do jogo levanta. Eu ando, ele anda! Genial! E agora eu pulo, dou uma voadora no ar, pego a bazuca e… complicou! Quem jogou usando controles por movimento sabe que nada além do extremamente básico é possível. A promessa e o potencial dessa tecnologia deixaram todo mundo cheio de expectativas, mas que na prática se transformou em frustração.

O Kinect

Quando ouvi falar sobre o Kinect fiquei bastante animado! A ideia de participar de um jogo de forma diferente era algo muito interessante. Peguei uma promoção no peixe urbano de uma loja que estava alugando um xbox360 com Kinect por hora. Lá fui eu ver do que se tratava. Era uma sala vip, tv de 60¨, som surround, era um setup bem legal. Eu falei para o atendente da loja que queria mesmo era usar o Kinect, ele prontamente afastou o sofá e colocou o Kinect Adventures para eu jogar. Depois de calibrar o Kinect e me acostumar a usar a interface com as mãos, comecei a jogar. O Kinect Adventures é um conjunto de mini-games com o único objetivo de demonstrar o Kinect. Tem um mini-game de controlar um bote descendo as corredeiras, outro de acertar bolas com as mãos, um outro dentro de um aquário e coisas meio sem sentido desse tipo. Eu devo admitir que fiquei impressionado e me diverti durante aquela hora. Era um jogo bem básico, mas que dava um gostinho do que o Kinect poderia ser. Pouco tempo depois eu comprei um Xbox 360 com o Kinect.
Passada a empolgação da novidade, foi ficando muito evidente que a tecnologia tinha muitos problemas. Quando experimentei o Kinect na loja, eu estava dentro de um ambiente perfeito. Na sala da minha casa foi muito difícil calibrar o aparelho. Ele exige que você tenha bastante espaço livre e uma distância mínima (que não é pouca) da televisão. Mas aí você dá aquela bagunçada na sala e consegue calibrar, se posiciona e começa a jogar. Até que inevitavelmente (afinal você está se movendo) saí do campo de visão dele e o jogo para até você se reposicionar. Ou alguém passa na frente. Esse é o problema número 1: a impraticabilidade do aparelho. Mas superado esse problema, tem um ainda mais grave: a falta de software. Ou pelo menos a falta de jogos de qualidade. Foram feitas muitas promessas, mas quase nada foi entregue, e 95% dos títulos do Kinect são variações do Kinect Adventures, jogos de dança ou de exercícios físicos. Houveram tentativas de usar o Kinect em jogos mais tradicionais, mas foi um fracasso total devido ao terceiro grande problema: falta de precisão e um lag absurdo entre o movimento que o jogador faz e o tempo de resposta do console. Então se você conseguiu superar os primeiros dois problemas, desse você não tinha como escapar. Por mais impressionante que a tecnologia fosse, o hardware era anêmico demais para entregar o que foi prometido. O resultado disso é que o Kinect se transformou no peso de papel mais tecnológico dos últimos tempos.

Então o que parecia uma ideia muito promissora se transformou em um mico. Perdeu o suporte das produtoras e o interesse do público. Isso até o Kinect 2 no Xbox 1, que supostamente viria para ser o que o primeiro Kinect queria ser e não pode. Como eu não tenho um Xbox 1, deixo esse assunto para o Godoy!

Nintendo Wii e Sony Move

Alguém aí discorda que o Nintendo Wii vendeu horrores? Acho que não né? Isso foi por causa de um fenômeno chamado Wii Sports. Diferente do Kinect, o controle de movimento do Wii faz você segurar um ou dois controles nas mãos. E diferente da Microsoft, a Nintendo foi muito mais feliz na sua proposta, e embora muito mais simples, a tecnologia do Wii era muito mais precisa e sem lag.
Jogar Wii Sports foi uma delícia! Usar o Wiimote era simples, fácil e funcionava como deveria. Por isso vendeu tanto e apelou até para quem nunca tinha jogado vídeo game na vida! No entanto padecia do mesmo problema do Kinect, a grande maioria dos jogos eram de clones do Wii Sports, musicais, exercícios ou mini-games. Coisas que tinham pouco ou nenhum apelo de longo prazo. E de novo, passado o entusiasmo pela novidade, o Wii foi sendo abandonado pelas produtoras e mais uma vez o controle por movimento não emplacou. Mas no caso do Wii eu abro algumas exceções, o Wiimote é um excepcional substituto da tradicional pistola em jogos de tiro e ótima alternativa para o controle de visão do jogador, vou citar o Resident Evil 4 e a série Fatal Frame como ótimos exemplos de controle de movimento em jogos tradicionais.
A Sony como não podia ficar de fora dessa onda, clonou a Nintendo e criou o Move, que basicamente funciona como o Wiimote, sem tirar nem por. Alguns dizem que é mais preciso, eu sinceramente não vejo diferença.

Conclusão

Para o meu gosto pessoal, a proposta do Wii foi muito mais bem executada, mas ainda assim deixa muito a desejar. Controles tem que ser precisos e responsivos, isso faz ou quebra um jogo. Tem que fluir, tem que ser natural, e mais importante tem que fazer sentido. Tem meia dúzia de casos que o controle é natural e faz sentido, de resto fica com aquele jeito de apelação, que está ali só por estar. Faz sentido fingir que está segurando um volante no ar? Faz sentido balançar as mãos freneticamente (com ou sem controle) para executar movimentos que normalmente se faria com o apertar de um botão? Eu pelo menos acho que não, sem contar que em poucos minutos vai rolar fadiga muscular e o interesse em continuar jogando desaparece.

Embora controle por movimento seja uma ideia interessante, mesmo que a tecnologia fosse sem falha alguma, sofre de um mal que eu vou chamar de impraticabilidade de aplicação. E por isso caro leitor, penso que controle por movimento está fadado ao fracasso, salvo casos excepcionais. Mas essa é somente a minha opinião, qual é a sua? Abraço!

Você chegou até aqui, e agora?

Apertador de verdade não lê uma materiazinha e vaza! Tem muito mais coisa para fazer. Você pode:

Seguir o Aperte nas redes socias ajuda muito! Grato!

Sugerir o tema da próxima matéria

E se eu usar sua sugestão você vai ser recompensado. Você pode enviar sua sugestão aqui.

Participar da Promoção que o aperte fez com a warpzone

A warpzone é a maior publicação retrogamer do Brasil! Que tal ganhar R$100 + frete grátis para gastar na Loja Warpzone? Promoção por tempo limitado! Participe, é moleza! Saiba como aqui.

E ainda ler um monte de outras matérias:

  • Jorge Miashike

    Belo review, apertei o like e compartilhando em todas as redes.

    • ED!

      amiegan, assim esse velho coração hipertrofiado fica repleto de alegria kkk

  • Helder.

    eu acho que eu ri mais na hora que eu Li
    “Tio Bill entrou na câmara criogênica” hauiahauihauihaiuHIUAHIUAH.
    Muito bom o apontamento até mesmo porque os Japoneses com esse nacionalismo acabam deixando de participar de muitas coisas valorosas ao redor do Mundo.

    abraço Ed.

  • Juliano Coelho

    Quem manda ir na casa dia outros se achando…

© 2014-2016 Aperte-Start.Net • SITE DESIGN: EDPEIXOTO.COM
FECHAR