A facilidade de se jogar videogame

1280 720 Betine Mendes

Final dos anos 80 e início dos anos 90, a febre dos videogames invadia os sonhos de quase todas as crianças da época. Nintendinho 8-bit usando todo seu potencial e os recém lançados Mega Drive e logo depois o Super Nintendo que chegavam para derrubar o queixo de qualquer criança ou adolescente da época. Não podemos esquecer do Master System que aqui no Brasil lançou diversos jogos traduzidos, coisa impossível de acontecer em outros sistemas.

Tive o privilégio de viver essa época e se pudesse mudar minha infância, escolher a época, não trocaria nada. Época onde os jogos começaram a ter história, fases diferentes e finais, alguns pareciam um filme onde você era o protagonista, sem contar músicas perfeitas, sendo que algumas são clássicos inesquecíveis e fazem sucesso até hoje.

Época onde reuníamos os amigos e vizinhos para uma tarde de jogatina, o controle passava de mão em mão e quem estava esperando sua vez, ficava ali folheando as revistas de games da época. Revistas estas que eram nossa única fonte de informação de lançamentos e dicas de como passar determinada fase ou até mesmo terminar algum game.

Mas nem tudo eram rosas, os valores dos consoles e jogos eram fora da realidade, se você acha que hoje um jogo lançamento é caro, na época a realidade era bem pior. Poucas crianças tinham condição de ter um videogame em casa, e mesmo assim os jogos eram poucos, a prática de emprestar dos amigos e alugar era frequente. Minha realidade era um pouco pior, pois em cidades do interior poucas pessoas tinham videogames e locadora então, nem sabíamos o que era.

Cresci, constitui família e os videogames me acompanham desde aquela época, claro que tive aquela época rebelde onde pensava que era adulto e videogame era coisa de criança, mas logo passou e voltei a consumir desse mercado.

Hoje, graças a internet, jogar videogame ficou bem mais acessível e fácil; empresas como Sony e Microsoft oferecem assinaturas mensais onde todo mês é disponibilizado de 2 a 4 jogos sem nenhum custo, e também serviços no mesmo estilo “Netflix” disponibilizados pela EA e também pela Microsoft, onde se pode escolher o jogo em uma vasta biblioteca, só baixar e jogar, não precisa pagar nada a mais por isso, só a mensalidade do serviço. Ah, mais e os jogos novos do Mario? A Nintendo sempre foi ponto fora da curva, ela não faz muita questão no nosso mercado nacional e não se tem jogos ou consoles oficialmente lançados por aqui, o que faz tudo aparecer de forma clandestina ou por importação, com valores de também derrubar o queixo.

Fazendo um comparativo com lá atrás, tudo era tão difícil e complicado, hoje basta ter uma internet e assinar um plano mensal, tudo está resolvido. Nos Estados Unidos a Microsoft está lançando um plano mensal onde o cliente não precisa nem comprar o videogame, o cliente só paga a assinatura e lhe é disponibilizado um console, com conta para jogar online e também seu serviço de “netflix” gamer.

Videogames estão em constante evolução, não só seus jogos e poder gráfico, mas também a forma do cliente consumir dessa indústria, facilitando cada vez mais o acesso a ele.

Mesmo em constante evolução, prefiro lá minha época de ouro onde não era tão fácil o acesso e ao mesmo tempo agradeço muito a tecnologia da atualidade, por disponibilizar emuladores, flashcards, retro-consoles e também tudo disponível nas interwebs (enquanto a Nintendo não fazer a limpa nos sites de ROMS).